Ser mãe...
12:13 | Posted by Branquinha
"Respira. Serás mãe por toda a vida. Ensine as coisas importantes. As de verdade. A pular poças de água, a observar os bichinhos, a dar beijos de borboleta e abraços bem fortes. Não se esqueça desses abraços e não os negue nunca. Pode ser que daqui a alguns anos, os abraços que você sinta falta, sejam aqueles que você não deu. Diga ao seu filho o quanto você o ama, sempre que pensar nisso. Deixe ele imaginar. Imagine com ele. As paredes podem ser pintadas de novo, as coisas quebram e são substituídas. Os gritos da mãe ficam. Muitas vezes você pode lavar os pratos mais tarde. Enquanto você limpa, ele cresce. Ele não precisa de tantos brinquedos. Trabalhe menos e ame mais. Menos presente e mais presença! E, acima de tudo, respire. Serás mãe por toda a vida. Ele será criança só uma vez".
(autoria desconhecida)
15:46 | Posted by Branquinha
A recordação da felicidade já não é felicidade; A recordação da dor ainda é dor.
(George [Lord] Byron)
Estranho pensar nesta verdade. Às vezes passamos os dias recordando aquilo que passou e que ficou apenas na lembrança e ao tentar segurar no presente aquela felicidade sentida percebe-se que ela não mais existe... A simples tentativa de lembrar, ao contrário de trazer a felicidade, alimenta a dor.
Perder já é algo ruim, perder a felicidade é uma tortura continuada, porque alguma coisa angustia o peito e um vazio insiste em se mostrar, como se quisesse dizer: preencha-me, se for capaz!
Não, eu não sou capaz! Não mais... não posso mais fazer tentativas frustradas de recuperar o que passou, é hora de erguer a cabeça e pensar no muito que ainda está por vir. E que venham muitas coisas boas.
Os motivos para sorrir estão à minha volta e farei a minha parte. Chega o dia em que se cansa de chorar... Tem uma música que diz disso muito bem: "Ah! Quantas lágrimas eu tenho derramado / só em saber que não posso mais / reviver o meu passado / eu vivia cheio de esperança e de alegria / eu cantava / eu sorria / mas hoje em dia eu não tenho mais / a alegria dos tempos atrás..."
Gostaria de ser menos nostálgica, até porque isso não combina com minha forma racional de viver a vida... Um dia eu aprendo!
Uma lista
15:50 | Posted by Branquinha
Das coisas que gosto (pequena amostra de um dia de saudade):
Chuva
Beatriz de Milton Nascimento
Encontro Marcado de Fernando Sabino
Cine Belas Artes em Belo Horizonte
Serra do Cipó
O Fabuloso destino de Amèlie Poulain direção de Jean-Pierre Jeunet com Audrey Tautou
Canto de um povo de um lugar de Caetano Veloso
Ficar sozinha pensando
Sentir o vento no rosto
Música de raiz
Café
De vez em quando chocolate
Conversa com os amigos
Tarde com a família
Rir, rir muito
Crime e Castigo de Fiódor Dostoievsky
Dom Casmurro de Machado de Assis
Carlos Drumond de Andrade
Brincar com João Carlos
Viver com o Christinao e viver pelo João Carlos
Sentir saudade...
Chuva
Beatriz de Milton Nascimento
Encontro Marcado de Fernando Sabino
Cine Belas Artes em Belo Horizonte
Serra do Cipó
O Fabuloso destino de Amèlie Poulain direção de Jean-Pierre Jeunet com Audrey Tautou
Canto de um povo de um lugar de Caetano Veloso
Ficar sozinha pensando
Sentir o vento no rosto
Música de raiz
Café
De vez em quando chocolate
Conversa com os amigos
Tarde com a família
Rir, rir muito
Crime e Castigo de Fiódor Dostoievsky
Dom Casmurro de Machado de Assis
Carlos Drumond de Andrade
Brincar com João Carlos
Viver com o Christinao e viver pelo João Carlos
Sentir saudade...
(Hoje minha intenção era falar da loucura... penso que de alguma forma a loucura é parte de todo ser humano, adormecida, quieta, silenciosa... aguardando apenas o momento de se fazer presente!)
O susto...
16:01 | Posted by Branquinha
Sou uma pessoa que se assusta à tôa
Tenho a sensação de que vejo insetos o tempo todo e a cada visão dessas tomo um susto
(vantagem: tem gente que vê fantasma, ET [1]... eu pelo menos tenho visões de algo plausível, assim me sinto menos louca)
Odeio me assustar!
E me assusto quase todos os dias
(minha mãe me chama de assustada...)
Nunca assisto filmes de suspense ou terror
Tenho lembranças horrorosas de sustos que levei quando adolescente
Uma vez um velho que nunca tinha visto na vida, em plena Av. do Contorno próximo à Rua Floresta, jogou em mim uma lagartixa de borracha
O coração veio à boca e eu dei um salto que fui parar no meio da rua
Não fosse isso final da década de 80 teria sido atropelada, àquela época ainda era possível passear pela Floresta com ares de Chapeuzinho Vermelho... ou não, sei lá! Certo é que fiquei mais pálida do que habitualmente sou... hipocorada, translúcida, cor de vela!
Pois bem... meu pânico de insetos vem não sei de onde, mas tenho horror da sensação do bicho pousando em mim e o barulho das suas asas ou textura de suas patas...
Preciso urgentemente cortar todas as etiquetas das toalhas e das minhas roupas, porque até com isso tenho assustado
A impressão que me fica é que a idade está avançando e as crises que seriam normais na senilidade estão se antecipando
Outro dia arremessei a toalha no chão porque a etiqueta roçou minha perna e fez um barulho semelhante a uma asa... ou seja, a toalha se encharcou no chão e eu me senti a perfeita idiota
Assim como me sinto idiota agora escrevendo sobre isso... mas quem sabe assim não exorciso um pouco essa sensação de ver bicho onde eles não estão...
paranóias à parte! Me sinto cada vez mais esquisita!
Ah! Lembrei de um fato curioso... não sei se alguém já viveu algo assim. Certa noite um pernilongo, não satisfeito em zunir no meu ouvido e me ver estapiar o rosto tentando acertá-lo (é outra cena patética!!!), resolveu ir mais fundo (literalmente) e entrou no meu ouvido!
Que barulho insuportável, o bicho tantando sair batendo suas asas que à essa altura parecia possuir pás de um helicóptero, eu cocei o ouvido, enlouquecida, quase batendo a cabeça na parede (mais um pouco estaria como uma personagem descontrolada, histérica, neurótica...), tive a sensação de ter cometido um insetocídio... silêncio! Até que não! Ele estava em processo de morte, suas asas batiam alternadamente como num estertor... Não sei nem porque estou lembrando disso também... de fato minha cabeça não deve estar boa! Tive uma dor de ouvido pavorosa no dia seguinte.
depois dessa inutilidade toda só me resta dormir...
Boa noite!
[1] Alguém viu a história de uma apresentadora que sentiu as mãozinhas massagistas do ET e segurou suas perninhas fininhas?... ui! Detesto descrições no diminutivo... menos ainda, "tipo surreal" "tuuuuuuudoooooooooooooo"... Horror! Tenho medo de futilidade....
Tenho a sensação de que vejo insetos o tempo todo e a cada visão dessas tomo um susto
(vantagem: tem gente que vê fantasma, ET [1]... eu pelo menos tenho visões de algo plausível, assim me sinto menos louca)
Odeio me assustar!
E me assusto quase todos os dias
(minha mãe me chama de assustada...)
Nunca assisto filmes de suspense ou terror
Tenho lembranças horrorosas de sustos que levei quando adolescente
Uma vez um velho que nunca tinha visto na vida, em plena Av. do Contorno próximo à Rua Floresta, jogou em mim uma lagartixa de borracha
O coração veio à boca e eu dei um salto que fui parar no meio da rua
Não fosse isso final da década de 80 teria sido atropelada, àquela época ainda era possível passear pela Floresta com ares de Chapeuzinho Vermelho... ou não, sei lá! Certo é que fiquei mais pálida do que habitualmente sou... hipocorada, translúcida, cor de vela!
Pois bem... meu pânico de insetos vem não sei de onde, mas tenho horror da sensação do bicho pousando em mim e o barulho das suas asas ou textura de suas patas...
Preciso urgentemente cortar todas as etiquetas das toalhas e das minhas roupas, porque até com isso tenho assustado
A impressão que me fica é que a idade está avançando e as crises que seriam normais na senilidade estão se antecipando
Outro dia arremessei a toalha no chão porque a etiqueta roçou minha perna e fez um barulho semelhante a uma asa... ou seja, a toalha se encharcou no chão e eu me senti a perfeita idiota
Assim como me sinto idiota agora escrevendo sobre isso... mas quem sabe assim não exorciso um pouco essa sensação de ver bicho onde eles não estão...
paranóias à parte! Me sinto cada vez mais esquisita!
Ah! Lembrei de um fato curioso... não sei se alguém já viveu algo assim. Certa noite um pernilongo, não satisfeito em zunir no meu ouvido e me ver estapiar o rosto tentando acertá-lo (é outra cena patética!!!), resolveu ir mais fundo (literalmente) e entrou no meu ouvido!
Que barulho insuportável, o bicho tantando sair batendo suas asas que à essa altura parecia possuir pás de um helicóptero, eu cocei o ouvido, enlouquecida, quase batendo a cabeça na parede (mais um pouco estaria como uma personagem descontrolada, histérica, neurótica...), tive a sensação de ter cometido um insetocídio... silêncio! Até que não! Ele estava em processo de morte, suas asas batiam alternadamente como num estertor... Não sei nem porque estou lembrando disso também... de fato minha cabeça não deve estar boa! Tive uma dor de ouvido pavorosa no dia seguinte.
depois dessa inutilidade toda só me resta dormir...
Boa noite!
[1] Alguém viu a história de uma apresentadora que sentiu as mãozinhas massagistas do ET e segurou suas perninhas fininhas?... ui! Detesto descrições no diminutivo... menos ainda, "tipo surreal" "tuuuuuuudoooooooooooooo"... Horror! Tenho medo de futilidade....
Os melhores presentes
12:44 | Posted by Branquinha
Meu aniversário passou: oficialmente tenho 35 anos!
Todos sabem da minha paixão por livros, da minha mania de presentear com livros (correndo o rsico de ser extremamente desagradável porque não é todo mundo que gosta de ler).
Mas sofro de uma mania de ser empolgada. Quando leio um livro que gostei passo a acreditar que TODAS pessoas também gostarão... talvez precise mudar esse hábito! Mas o fato é que, recebendo livros, dificilmente ficarei desapontada (mentira: tem muita coisa que me recuso terminantemente ler!).
Além de maníaca, sou chata! Pois bem... no meu aniversário ganhei dois livros. Um do meu amado irmão e que já estou devorando, adorando, me divertindo e imaginando: Cartas perto do coração (Fernando Sabino e Clarice Lispector).
Eu amo ler Fernando Sabino e não sei o que acontece quando leio Clarice Lispector... um presentão! Recomendo...
Ganhei também "O Homem duplicado" de José Saramago que ainda não comecei, mas depois falo sobre minhas pobres impressões! Foi presente do Chris e do João Carlos...
Fiz tal qual criança: quase dormi com os livros! Não os coloquei de imediato na estante, estão no meu armário... brinquedo novo a gente não divide!
Pretendo nesse ano de 2012 recuperar as leituras perdidas e abandonadas em 2011! Quero estudar mais história, mais sociologia e mais política! Quero ler sobre o ser humano e suas manias, ver alguns filmes (bons filmes) e principalmente cuidar um pouco de mim!
É bom estar de volta...
Todos sabem da minha paixão por livros, da minha mania de presentear com livros (correndo o rsico de ser extremamente desagradável porque não é todo mundo que gosta de ler).
Mas sofro de uma mania de ser empolgada. Quando leio um livro que gostei passo a acreditar que TODAS pessoas também gostarão... talvez precise mudar esse hábito! Mas o fato é que, recebendo livros, dificilmente ficarei desapontada (mentira: tem muita coisa que me recuso terminantemente ler!).
Além de maníaca, sou chata! Pois bem... no meu aniversário ganhei dois livros. Um do meu amado irmão e que já estou devorando, adorando, me divertindo e imaginando: Cartas perto do coração (Fernando Sabino e Clarice Lispector).
Eu amo ler Fernando Sabino e não sei o que acontece quando leio Clarice Lispector... um presentão! Recomendo...
Ganhei também "O Homem duplicado" de José Saramago que ainda não comecei, mas depois falo sobre minhas pobres impressões! Foi presente do Chris e do João Carlos...
Fiz tal qual criança: quase dormi com os livros! Não os coloquei de imediato na estante, estão no meu armário... brinquedo novo a gente não divide!
Pretendo nesse ano de 2012 recuperar as leituras perdidas e abandonadas em 2011! Quero estudar mais história, mais sociologia e mais política! Quero ler sobre o ser humano e suas manias, ver alguns filmes (bons filmes) e principalmente cuidar um pouco de mim!
É bom estar de volta...
Ponderações...
12:14 | Posted by Branquinha
Vivi os últimos dias num processo de intensa atividade mental... pensei muito, pensei em várias coisas, pensei no que e como escrever, mas pra variar, a preguiça se aproximou de mim e deixei de registrar as minhas idéias e impressões sobre as questões que me incomodavam.
Sim, incomodavam! Vivo numa espécie de incômodo permanente, como se a todo momento precisasse extravasar uma sensação, um sentimento, uma dor... tem sempre aquele vazio a ser preenchido com conclusões ou no mínimo uma suspeita.
O difícil é que nem sempre as questões são muito claras. Por exemplo: começou o Big Brother Brasil edição "passou a hora de ser a última", e apesar de eu odiar o programa, não paro de pensar porque isso ainda existe e por quanto tempo ainda existirá. Daí fico divagando no ânimo de um expressivo número de pessoas que se interessam pelas "vidas alheias, ou como elas são feias...", essa curiosidade pelo que o cara faz ao acordar, se é barraqueiro, se escovou os dentes, se peida enquanto dorme, se ronca... aí me ocupo de uma coisa que abomino, mas tentando entender a ótica de quem gosta.
Depois circulou a tirada do Boninho com o Pedro Bial, apresentador da bagaça. O próprio diretor reconheceu que o programa é porcaria, colocando o "Biaaaaaaaaaaallllllll" numa "saia justa de calças vermelhas", aí comecei a ler as opiniões das pessoas na internet (sim, porque essa é uma mania que adquiri, ler as opiniões das pessoas...) me divirto muito na idêntica proporção com que me horririzo, e assim fico tentando entender porque a coisa "vingou, vinga e vingará...".
Tudo bem, isso ocupa meu pensamento, mas não é capaz (graças a Deus!) de me fazer assistir o programa ou dar aquela espiadinha (ai que náusea!!!!), assim, impetro aqui meu habeas corpus preventivo! Por favor... acreditem em mim: ESTOU FALANDO DE BBB MAS EU NÃO ASSISTO BBB!!!!
(Igualmente me perdoem os que gostam, uma idéia que sigo na minha vida é aquela creditada a Voltaire: "não concordo com uma só palavra que dizeis, mas defenderei até a morte o vosso direito de dizê-la!" - substituam o verbo "dizer" pelo "assistir")
Um bom tempo passei pensando nas chuvas... eu adoro chuva, de qualquer forma! Semana passada fui correr e peguei uma chuva torrencial, com direito a granizo, gelada! Já andei muito na chuva, mas nunca havia estado numa chuva com granizo, daí se avolumou uma enxurrada e começou a se apoderar de mim um pânico, não da chuva, mas do lixo das cidades... a idade vai avançando e com ela as paranóias, só penso em hepatite, leptospirose e outros vírus, bactérias, helmintos e protozoários (...e o pulso, ainda pulsa!). Concluí: findou-se em mim a cena romântica da adolescente que adorava andar na chuva arrastando o pé na enxurrada! Coisa chata, viu?
Recebi uma carta! Sim... uma carta! Não foi um e-mail, muito menos uma corrente encaminhada... foi uma carta manuscrita que me fez voltar quase vinte anos no tempo! O tempo em que escrevíamos muitas cartas para os amigos e ficávamos na expectativa das respostas. Delícia que é abrir um envelope e reconhecer a letra e a partir dali imaginar a pessoa dizendo aquilo que se dedicou a escrever. O gestual, a entonação, a expressão... Obrigada João Francisco! Foi um momento único, reconfortante e de grande satisfação!
Sim, incomodavam! Vivo numa espécie de incômodo permanente, como se a todo momento precisasse extravasar uma sensação, um sentimento, uma dor... tem sempre aquele vazio a ser preenchido com conclusões ou no mínimo uma suspeita.
O difícil é que nem sempre as questões são muito claras. Por exemplo: começou o Big Brother Brasil edição "passou a hora de ser a última", e apesar de eu odiar o programa, não paro de pensar porque isso ainda existe e por quanto tempo ainda existirá. Daí fico divagando no ânimo de um expressivo número de pessoas que se interessam pelas "vidas alheias, ou como elas são feias...", essa curiosidade pelo que o cara faz ao acordar, se é barraqueiro, se escovou os dentes, se peida enquanto dorme, se ronca... aí me ocupo de uma coisa que abomino, mas tentando entender a ótica de quem gosta.
Depois circulou a tirada do Boninho com o Pedro Bial, apresentador da bagaça. O próprio diretor reconheceu que o programa é porcaria, colocando o "Biaaaaaaaaaaallllllll" numa "saia justa de calças vermelhas", aí comecei a ler as opiniões das pessoas na internet (sim, porque essa é uma mania que adquiri, ler as opiniões das pessoas...) me divirto muito na idêntica proporção com que me horririzo, e assim fico tentando entender porque a coisa "vingou, vinga e vingará...".
Tudo bem, isso ocupa meu pensamento, mas não é capaz (graças a Deus!) de me fazer assistir o programa ou dar aquela espiadinha (ai que náusea!!!!), assim, impetro aqui meu habeas corpus preventivo! Por favor... acreditem em mim: ESTOU FALANDO DE BBB MAS EU NÃO ASSISTO BBB!!!!
(Igualmente me perdoem os que gostam, uma idéia que sigo na minha vida é aquela creditada a Voltaire: "não concordo com uma só palavra que dizeis, mas defenderei até a morte o vosso direito de dizê-la!" - substituam o verbo "dizer" pelo "assistir")
Um bom tempo passei pensando nas chuvas... eu adoro chuva, de qualquer forma! Semana passada fui correr e peguei uma chuva torrencial, com direito a granizo, gelada! Já andei muito na chuva, mas nunca havia estado numa chuva com granizo, daí se avolumou uma enxurrada e começou a se apoderar de mim um pânico, não da chuva, mas do lixo das cidades... a idade vai avançando e com ela as paranóias, só penso em hepatite, leptospirose e outros vírus, bactérias, helmintos e protozoários (...e o pulso, ainda pulsa!). Concluí: findou-se em mim a cena romântica da adolescente que adorava andar na chuva arrastando o pé na enxurrada! Coisa chata, viu?
Recebi uma carta! Sim... uma carta! Não foi um e-mail, muito menos uma corrente encaminhada... foi uma carta manuscrita que me fez voltar quase vinte anos no tempo! O tempo em que escrevíamos muitas cartas para os amigos e ficávamos na expectativa das respostas. Delícia que é abrir um envelope e reconhecer a letra e a partir dali imaginar a pessoa dizendo aquilo que se dedicou a escrever. O gestual, a entonação, a expressão... Obrigada João Francisco! Foi um momento único, reconfortante e de grande satisfação!
Outro dia uma colega de trabalho olhou pra mim e disse: "Tudo bem?", na hora não entendi o por quê e imagino que minha expressão foi traduzida e ela: "você está rindo pro computador!". Realmente, quando leio algum texto ou mensagem de alguns amigos rio sozinha e quase dialogo com o computador... o ápice da falta de percepção (oou excesso dela), pensei: "preciso ser mais contida, estou sendo transparente demais!". Isso é saudade! Saudade de falar com aquelas pessoas que me são queridas, com as pessoas que apesar do pouco tempo de convivência deixaram suas marcas em mim...
Às vezes acho que sou meio bipolar, com uma tendência depressiva, apesar de não me sentir muito triste! A minha tristeza geralmente associa-se à saudade! E saudade eu só tenho das inúmeras alegrias que vivi... não que eu não seja alegre. Acho que no fundo sou uma grande egoísta que desejaria ter sempre ao meu lado tudo o que me fez ser o que sou...
Este texto está sem pé nem cabeça, manco e desmiolado... mas é exatamente assim que estou: pensando tudo e não concluindo nada!
Às vezes acho que sou meio bipolar, com uma tendência depressiva, apesar de não me sentir muito triste! A minha tristeza geralmente associa-se à saudade! E saudade eu só tenho das inúmeras alegrias que vivi... não que eu não seja alegre. Acho que no fundo sou uma grande egoísta que desejaria ter sempre ao meu lado tudo o que me fez ser o que sou...
Este texto está sem pé nem cabeça, manco e desmiolado... mas é exatamente assim que estou: pensando tudo e não concluindo nada!
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