O caos!

Ando assustada com as condições (ou falta delas) de Belo Horizonte no período das chuvas
(se bem que por aqui em Uberlândia as coisas também não estão lá uma maravilha!)
Mas não me recordo de BH tão devastada assim, com mais de 90 pontos de alagamento, carros arrastados, avenidas intransitáveis, viadutos interditados, queda de passarelas e barreiras...
É o caos em uma cidade onde a mobilidade já é deficiente
Em dias normais, o trânsito é caótico, em dias de chuva fraca algo um pouco pior, em época de temporais, inclassificável!
Pergunto-me a razão disso tudo, não o evento climático, a eventualidade do volume de águas, mas a causa disso tudo
O por quê de uma capital não ter estrutura para suportar as chuvas
(todo ano é a mesma novela e pouco ou nada se faz no período da seca para abrandar os danos da chuva)
Temos vivido na era das contingências, apagar o fogo (ou melhor, drenar a água)
A população que se dane com suas perdas anuais, móveis e eletrodomésticos, quando não a própria vida, decorrente de tragédias (deslizamentos, alagamentos) ou consequência de doenças trazidas pelas água contaminadas.
Também não sou inocente a ponto de culpar exclusivamente o poder público, a população também colabora, é só verificar o volume de lixo naquela cidade! A falta de educação, civilidade é absurda! Caminhar no centro de Belo Horizonte ou em áreas como Barreiro, Venda Nova é assustador dada a quantidade de lixo na rua, entupindo bueiros e favorecendo a vida dos roedores...
No final, chega-se sempre à mesma conclusão: a raiz dos nossos velhos problemas é a educação! Ou melhor, a falta dela...
Não existe educação social
Aquela que gera gentileza urbana do tipo: bom dia! boa tarde!
Que respeita os mais velhos
Decorrente da família, educação informal que os mais antigos dizem "de berço"
Falta educação política
Que poderia conter a corrupção ou no mínimo promover maior controle, com recursos públicos mais bem alocados
Falta educação institucional
Da qual decorreria melhor atendimento à população na prestação de serviços públicos
Necessário mesmo uma reformulação geral, daquelas em que alguns valores perdidos sejam resgtados, em que a noção do coletivo seja relevante face o interesse individual.
Uma vez ouvi um servidor público (que inclusive tinha intenções políticas) dizendo que cada um deve olhar pro seu umbigo... eu penso diferente, meu umbigo não é melhor do que o de ninguém, e quanto menos desigual for esse país, talvez sejamos poupados de tanta tragédia.
Que os prejuízos decorrentes das chuvas sejam somente materiais... já basta os traumas dos anos anteriores!

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Eu tenho idéia... e como!

Sinceramente, não sei se rio ou se choro
Ainda bem que o tempo traz uma boa dose de maturidade
Assim é possível separar bem as diversas situações nas quais estamos envolvidos
E dessas situações neutralizar alguns indivíduos que decididamente não agregam valor
Podem até pensar ser esta uma visão capitalista das relações humanas, mas não é!
O fato é que durante muito tempo tentei resgatar pontos positivos em alguns relacionamentos (quem me conhece sabe a natureza)
Depois de várias tentativas vãs e já me sentindo cansada, cedi ao velho ditado popular: "não adianta malhar ferro frio"
Então larguei de mão, como se diz aqui pelas terras alterosas, "disisti"
O incrível é que o distanciamento, que para mim é um enorme bem estar, já que me permite utilizar meu valioso tempo de folga (pouco, diga-se de passagem) com pessoas que me fazem bem, que são sinceras, verdadeiras, que desejam algo de bom pra mim
Essas urucubacas que passam por nossas vidas é bom que mantenham distância (e uma distância para a sua segurança!)
Eu já andei surtando um tempo atrás e para alguns poucos não quero sequer pisar no mesmo caminho sob pena de dissabores maiores desprovidos de educação (vulgo barraco)
E eu odeio barraco! Mas tem uma hora que o copo entorna e provocação de certa natureza não ando tolerando, sou muito calma, mas sempre que algo ameaça arranhar a minha idoneidade... não dá!
Tive que rir de algo que li hoje, do tipo: "Morro de saudade de você, como seria bom te ver! Em tempo: Quer comprar um doce na minha mão?
Pode uma bagaça dessa?
Odeio quem subestima minha inteligência e abusa da minha tolerância...
Ainda bem que estou em terras triangulinas, longe das montanhas! Sinto saudade de" Minha vida é esta, subir Bahia e descer Floresta", mas como estou é melhor, pra minha cabeça e pra minha saúde!

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E daí?



O Adriano alega que não efetuou o disparo, que a vítima está agindo de má fé e blablabla...

Me pergunto:
De quem é a arma?
É legalizada?
Se ela pertence ao Adriano, qual a justificativa para a posse ou porte? [considerando-se inclusive o seu histórico (público) de confuões?]

Eu estou doida ou essa história está muito mal contada?

Se ele não disparou, e se estavam "brincando" com a arma (como se arma fosse brinquedo na mão de marmanjo) e o resto da bagaça?

Não estamos em plena campanha pelo desarmamento?

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Os presentes de final de ano!!!

Geralmente a classe política, sobretudo o legislativo, nos presenteia com algo extraordinário nos finais de ano.

Geralmente esse presente nada tem a ver com a aprovação de algum projeto de lei, útil, urgente e necessário à população e que jaz nas prateleiras aguardando entrarem na pauta para votação.

Geralmente esse presente soa como afronta e nos faz recordar o quanto somos idiotas, por sermos os eleitores responsáveis por essa balbúrdia, pela farra permanente nos diversos níveis dos poderes públicos.

E digo somos, porque apesar de eu, nunca ter conseguido eleger um único deputado ou vereador, e nos últimos pleitos ter optado por anular meu voto (a muito contragosto porque exerço com grande satisfação o meu direito de votar), reconheço que faço pouco, poderia revirar mais essa sujeira que anda escondida embaixo do tapete e tentar mudar de alguma forma essa realidade.

Como meu irmão disse, somos de fato um povo pacato, passivo e no bom português, otário! Em Belo Horizonte os vereadores votaram e aprovaram o aumento de 61,8% nos seus salários, o prefeito reconhece estar numa saia justa, porque sem apoio não se governa, e assim acontece nos demais níveis (ou será que já nos esquecemos do aumento dos mesmos 61,8% em 2010 dos congressitas federais e que por efeito cascata atingiram os estaduais?)

Como admitir-se que um legítimo representante deboche da população, como fez o vereador de Belo Horizonte Henrique Braga ao afirmar que "Quem está insatisfeito que concorra as eleições" ou um deputado que alega precisar de um aumento dessa monta porque com frequência é convidado para ser padrinho de casamento como fez Abelardo Camarinha: "(...) deputado não tem padrão de vida de um cidadão comum, ele é padrinho de casamento, ele é padrinho de formatura, ele tem despesas extras, ele tem bases eleitorais, ele tem convites. Eu duvido quem sobreviva com salário de R$ 11 mil, R$ 12 mil”, dispara o deputado em rede nacional".

O incrível é que o execrável deputado esqueceu que um brasileiro comum, chefe de família vive com R$545,00 (ou menos), sem direito a moradia funcional, verba de gabinete, auxílio paletó, passagens aéreas e outras benesses... sorte de quem é parlamentar nesse país e azar da população que trabalha de segunda a segunda, enquanto os cidadãso diferenciados tem uma semana de terça a quinta!

A população em Belo Horizonte manifestou, foi às ruas, mas ao que parece silenciou, decerto porque ações no apagar das luzes do ano, se misturam com as festas de final de ano, e o congraçamento, "jingle bells", Papai Noel e a comilança em família nos faz esquecer que tudo isso aconteceu e muito provavelmente a ressaca do dia seguinte nos impede de lembrar o que aconteceu nos dias anteriores, até porque a dor de cabeça em janeiro é diária: acúmulo de impostos num orçamento apertado!

É irrelevante o estado de pobreza de uma parcela significativa da população, que passam, não a ceia de Natal magra, mas um ano inteiro de dias anoréxicos, doentes e carentes do mínimo necessário àquilo que se acostumou chamar de dignidade.

Sou insatisfeita e incomodada com tudo isso! Tenho hoje uma vida melhor do que a vivi na minha infância e exijo que meu filho cuide de seus brinquedos para que possam servir a outras crianças (assim como fui servida de doações enquanto criança).

O discurso hipócritas dos senhores defensores dos pobres é ridículo. As filas no SUS continuam, os remédios são caríssimos (coitado de quem precisa de um esquema de antibióticos!), a educação é precária, a segurança deficiente, as estradas violentas e a arrecadação de impostos é recorde! Bom!!! O Brasil está se transformando em uma potência! A potência da mentira!!!

Feliz 2012 pra todos nós... com essa indigestão já esperada!

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Texto do meu irmão: João Francisco

Outro dia, numa fila de um grande supermercado de BH, passei por uma situação que me chamou a atenção para o nosso nível de passividade.
Ao comprar um produto no valor de R$ 3,28 e dar à atendente R$ 3,25, fui questionado pela funcionária sobre os 3 centavos faltantes. Atitude já esperada por mim.
Assim, seguindo os ensinamentos de meu pai querido, dei mais 10 centavos à caixa. Totalizando R$ 3,35 centavos.
Na fila tinha umas 5 pessoas, que me olharam, sem exceção, com o mesmo olhar ao ver que eu fiquei esperando o meu troco de 7 centavos.
A atendente riu com um sorriso amarelado e "aparelhado" dizendo que não teria como dar o troco naquele valor e me retornaria apenas 5 centavos. Ou seja, eu ceder mansamente os dois centavos para o supermercado é plenamente aceito. Mas daí eu exigir o valor certo é um ultraje.
Pois reiterei meu desejo dos meus centavos e para não deixar a situação mais chata fui atendido pela moça após um: "Curioso, eu deixar 2 centavos para vocês é permitido, mas vocês deixarem 3 comigo não é possível. Por que não colocar o valor arredondado então?".
Claro, existe a intenção de submeter o cliente ao "ímpeto dos centavos na prateleira". E mais claro ainda, é que meu interesse não estava nos centavos que ia deixar para a "pobre" rede de supermercados. Mas no crivo moral que passei ao ser julgado pelos olhares dos outros clientes. Por pressa ou pela minha atitude "desconcertante", os demais ficaram impressionados pela minha postura e com certeza a reprovaram.
Realmente, somos uma sociedade pacata, passiva, comodista e, principalmente, babaca. Não conseguimos perceber que nesses pequenos comportamentos vamos moldando nossa macro personalidade. Daí vemos os vereadores se auto-gratificarem como o fazem e nada fazemos. Deixa pra lá, né?! E vamos deixando esse tal "pra lá" cheio de "deixados", como um grande aterro sanitário...

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