O custo da mentira

Quando criança meus pais me ensinaram a não mentir! Na árdua tarefa de ensinar valores na infância, contavam aquela estória do menino que de tanto mentir acabou morrendo por ninguém mais acreditar em seus pedidos de socorro.

Fato é que na minha opinião, nada causa mais estragos que a mentira! Mesmo que se perdoe, é complicado reconquistar a confiança após a mais abjeta forma de traição! Sim... na minha opinião, quem faz uso do artifício da mentira é desleal e traidor.

Meu pequeno João Carlos sabe que não minto e não gosto de mentira! Já disse a ele que por mais que a verdade traga suas consequências, seus estragos serão bem menores do que os danos resultantes da mentira.

Entendo que as estratégias a serem adotadas ao longo da vida, nos exigem alguns esforços e por vezes omissões... talvez não seja lá muito ético, mas o uso do bom senso nem sempre é o mais adequado! Erra-se muito tentando acertar...

Saí de casa com boa disposição! Abandonei o carro e optei por fazer o deslocamento correndo, assim poderia pensar um pouco! Cheguei para o trabalho feliz e em pouco tempo já veio o desânimo...

Queria muito que isso não acontecesse! Não comigo... gosto de gente! Gosto de estar com gente e acredito nas pessoas! Para mim, todos são bons até que se provem o contrário... quero manter essa forma de ver, sentir e viver!

Por que minha desilusão? Porque sinto ser uma grande verdade aquela máxima segundo a qual "uma mentira repetida várias vezes acaba por se converter em verdade!"

Sinto muito! Não acredito em nada que políticos possam declarar! Não aceito o uso indiscriminado das consciências, não aceito ser manipulada e usada para interesses diversos... não sou um boneco! Sou um ser humano e mereço ser respeitada como tal...

Reconheço que nesse universo podre existam pessoas de bem... mas são fracas vozes tentando se expressar num ambiente de rapinas que gralham desordenadamente e que no fim se preocupam tão somente com seus interesses.

Esse sentimento me machuca porque essa mania de olhar apenas para seus próprios interesses está retirando de nós a capacidade de sermos gente de verdade! Nossa realidade nos empurra para dentro da caverna! Só vemos sombras e não estamos encontrando coragem para sair e ver o que há além da imagem que nos impõem.

Nossa vida enquanto cidadãos não é boa! Será tão difícil perceber isso?

Somos violentados em nossos direitos mais essenciais e ninguém parece ver isso porque se melhorou o consumo, melhorou tudo! Como podemos aceitar isso?

- Será que devemos acreditar que o sistema de saúde brasileiro é bom? Na minha opinião é um sistema cruel!

A cada dia me convenço que não deveria existir sistema privado ou suplementar de saúde. É uma violência o que ocorre nos corredores dos hospitais públicos brasileiros.

É cruel cirurgia de urgência não serem realizadas porque os hospitais não contam com materiais (essa é uma outra novela a ser desenrolada... quem enfrentará a indústria farmacêutica e fabricantes de OPME?).

É desumano não se ter acesso a exames preventivos, não ter profissionais que atendam a população carente com a dedicação e respeito que um SER HUMANO MERECE!

A doença talvez seja o evento que mais nivela o indivíduo. Um apêndice inflamado vai doer da mesma maneira independente da condição sócio-econômica! Mas o que ocorre no nosso cruel sistema?

Os mais "abastados" serão prontamente atendidos nas ilhas de excelência e os mais pobres com muita sorte, talvez consigam atendimento na rede pública (isso se conseguir chegar, vez que alguns municípios distam o suficiente de um hospital para determinar o óbito de muita gente).

- Devemos acreditar na qualidade da educação pública brasileira? Definitivamente não!

Sou egressa de escola pública! Estudei minha vida inteira em boas escolas públicas e olha que nem eram referência! Fui alfabetizada numa escola pequena da RMBH, as professoras eram levadas numa Kombi porque não existia transporte público de Santa Luzia para seus bairros.

Posso ser considerada uma pessoa de sorte! As escolas públicas que frequentei eram de qualidade e os professores compromissados! Não nos esqueçamos de que as coisas funcionavam e os servidores da escola eram respeitados pelos alunos... hoje tudo relativizou e os profissionais da educação pública estão acuados pelos alunos que não aceitam qualquer limite.

- E a segurança pública? Alguma coisa tem que estar funcionando, não?

As taxas de homicídio no Brasil são de fazer inveja nos países em guerra! Morre-se mais no Brasil do que no Afeganistão! São 50.000 mortes por homicídio no Brasil, afora as quase 30.000 mortes no trânsito.

Isso sem contar as elevadas taxas de crimes violentos.

Baixa resolução dos crimes e a lentidão dos processos aumentam a impunidade que no Brasil é uma espécie de regra!

Rodovias? Inseguras

Trânsito urbano? Caótico

Incentivo ao esporte? É piada? De novo um pequeno exemplo: Em Santa Luzia (RMBH) não existe uma única pista para a prática de esportes!

Estamos falando aqui de incentivo a boas práticas... a finalidade do esporte não é cultuar corpos sarados (essa é assunto para outra hora). Estamos falando em prevenção de doenças num país que a taxa de obesidade cresce assustadoramente...
 
Querem nos fazer crer num país que não existe! É claro que avanços ocorreram mas está muito, mas muito longe de ser o paraíso que nos querem enfiar goela abaixo!

Conheço muito bem a pobreza... eu vivi isso bem de perto! Sei o que é morar em favela. Sei o que é um barranco desabando sobre a casa. Sei bem o que uma enxurrada faz na favela, assim como sei o quanto a violência destroi sonhos.

Não preciso que mintam para mim! Então muito serenamente digo que não acredito no que dizem... acredito no que vejo e sinto no dia-a-dia.

Quem teve vida dura não acredita em contos de fadas... quem batalhou para "ser alguém" não depende de outrem para formar juízo ou convicção.

Durante a campanha eleitoral de 2014 (a mais imoral que assisti na minha vida) fiquei enojada com o uso indiscriminado da "pobreza". Os pobres do Brasil deveriam se recusar a participar disso... falta-lhes o que é essencial! Falta-lhes a dignidade de serem atendidos integralmente em suas necessidades.

Ter uma TV de 42" em casa, viajar de avião (apesar disso ser uma afirmação patética...), usar um bom perfume não confere dignidade a ninguém! Dignidade é conferida pela igualdade de direitos e sabemos que estamos cada vez mais distantes disso!

 
 

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Por que é tão difícil dizer adeus?
Que dor é essa que ganha novos contornos e por vezes lhe parece ser insuportável?
Por que partir não é tão simples como chegar?
Essa situação de não se entender bem os sentimentos,
de brigar consigo mesma,
de pensar mais no outro do que em si...
Por que insistir em sentir saudade?
Pra que viver de histórias que passaram e que não se repetirão jamais?
Onde estaria enterrada a força que um dia lhe fez a mulher decidida que reescreveu a própria história,
que provou ser possível quando quase ninguém cria,
que desbravou um mundo em que quase tudo se lhe apresentava como obstáculo?
Alguém ensina a essa mulher a achar a vida perdida!
Ela precisa urgente voltar a sorrir...

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Culpa de quem?

Penso que deveria processar o Estado... ou talvez devesse culpar o meu pai por ter estudado e trabalhado tanto minha vida inteira!
Uma sacanagem... um despropósito!!!
Onde já se viu? Com tanta carência vivida na minha infância, NENHUM benefício do governo???
Por que, meu pai, o senhor me ensinou que o homem (como espécie) só consegue melhorar sua condição através do ESTUDO e do TRABALHO?
Por que meu amado pai, o senhor, apesar de sua baixa escolaridade, nos cobrava tantos resultados?
Por que desde cedo o senhor nos incentivou ao trabalho, e não só isso, nos imprimiu responsabilidades com as despesas domésticas?
Por que o senhor nos ensinou a driblar as dificuldades plantando sua horta para complementar o alimento que nos era servido diariamente?
Por que o senhor nos ensinou a viver dentro dos limites daquilo que se ganha? 
Sabe, pai... muito aprendi com o senhor nessa minha vida e talvez por isso me sinta tão incomodada com o atual protecionismo e, de certa forma, incentivo ao ócio!
Não suporto mais ouvir alguns comentários exarados pelos beneficiários do "Bolsa Família". Entendo a natureza do programa e compreendo que muitas famílias de fato precisem (e muito) do dinheiro mensal que lhes é repassado.
Mas repudio com veêmencia àqueles que se mantém no ócio pra não largar a teta do Estado que parece emanar leite de uma fonte inesgotável!!!
Lembro na minha infância que existia um benefício às famílias mais carentes que era o "Tíquete do Leite" que em pouco tempo estava sendo o "tíquete cachaça", "tíquete cigarro" e pra variar, muita gente que não precisava, recebia e outros tantos que de fato necessitavam do benefício estavam alijados.
Engraçado que o tempo passa e as histórias se repetem, antes era o leite por cigarro, agora é Bolsa-Família por calça de R$300,00!!!
Se olhar é equivalente, porque na época da inflação leite e dose de cachaça valiam quase a mesma coisa (se bem que naquela época, acredito que ninguém mais sabia o valor de nada!)
Em 2006 eu estava grávida e estudava pela manhã, trabalhava à tarde e dava aulas num cursinho à noite... indo embora de ônibus, cansada e tentando arrumar um jeito de comprar os itens de enxoval do meu filho e pensando no quanto fralda era caro, ouço duas mulheres conversando:
_ Ano que vem vou arrumar mais um filho, que aí eu recebo mais um Bolsa Família e fico tranquila.
A interlocutora pergunta o valor do benefício e à época era algo como R$40,00 por filho!
Minha cabeça ferveu fazendo aquelas contas... COMO SUSTENTAR UM FILHO COM QUARENTA REAIS MENSAIS?
E como programar filho só pelo benefício???
Essa é uma lógica que escapa à minha capacidade de entendimento... perdoem-me por ser tão limitada!
Só que continuo sem entender como, num país que estão sobrando vagas segundo os noticiários diários, existam ainda tantos desempregados e dependentes dos benefícios sociais (que deveriam ser temporários). Será que não seria isto um efeito perverso dos programas de transferência de renda? 
Não sei... alguma coisa está fora da ordem! E não estou aqui fazendo discurso partidário, porque aberração em política não é novidade, qualquer que seja a legenda!
Pois bem!
Certo é que jamais fomos beneficiados em nada pelo Governo, seja ele Federal, Estadual ou Municipal. Nossa infância ocorreu na era da inflação e sem direito a absolutamente NADA além do básico para sobreviver, mas tenho muito a agradecer ao meu pai que, como servidor público do Estado, com quatro filhos e muita inteligência, engenho e arte, nos fez cidadãos!
Pai é um homem de elevado valor, que primou pela nossa educação, sei hoje o quanto foi difícil alimentar e estudar os quatro filhos numa época de dificuldade para todos os brasileiros, sobretudo os mais pobres. Não vou ficar relembrando as histórias pretéritas pra não virar auto-comiseração, mas sei que analisando tudo o que vivi e aprendi... isso que está aí não me convence! Muito pelo contrário, me envergonha!
Caminhamos para uma sociedade na qual estudar e trabalhar deixarão de ser um valor! Isso é um perigo e uma afronta a nós, cidadãos que produzem e contribuem para um país que desejamos melhor...

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Por um momento queria sumir...


Cansei!!!
Pra mim deu, não suporto mais ouvir essas músicas de balada, pegação, bebida e carrão...
Que chute. Tá certo que os incomodados que se retirem, mas para o meu azar: 
EU NÃO POSSO ME RETIRAR!!!
Pelos próximos seis anos ainda serei funcionária pública e aí sim quem sabe poderei buscar algum lugar perdido no meio do nada "onde eu possa plantar meus amigos, meus discos e livros, e nada mais"
Estou me sentindo totalmente out! Não tenho sensação de pertencimento, estou fora desse mundo, isso não me cabe e pra piorar não tenho pra onde fugir!
Quero uma sala de cinema com bons filmes
Quero alternativa de boa música
Quero uma tarde de cultura, com declamações, leitura, discussões
Quero um lugar onde as pessoas pensem!
Será pedir demais?
Minha vida já é sempre igual... e ainda precisa ser torturante?
Fico sonhando com uma cachoeira no meio da montanha... coisas de Minas Gerais
Que com tanta música boa tem se deixado levar pela "galera do nada a dizer"
Será que esse processo é irreversível? Socorro!!!
Músicas de gosto duvidoso sempre existiram, mas não me lembro de uma época tão crítica, pra todo lado que se tenta fugir, empurra-nos essa "cultura [?]" goela abaixo.
"Eu não aguento, eu não aguento..."
E sabe o que é mais triste? Essas músicas tem o poder de grudar na cabeça da gente e martelam o dia todo
Seus refrões se repetem, suas rimas e concordâncias mal elaboradas
É um processo de "emburrecer". Como essa porcaria se instala de forma repetida e irritante, nossa capacidade de pensar vai sendo substituída pela batida do funk e do sertanejo universitário. E o pior: muita gente gosta! Acho até que a maioria das pessoas!
O mundo acadêmico está se rendendo e estudando o "fenômeno" e no fim acabam achando algo positivo em tudo isso. Até a coisificação da mulher no mundo das popozudas e frutas tem sido interpretado como um grito de liberdade, um nono feminismo!
Não aceito isso como manifestação da liberdade feminina. Liberdade é ter condição de expressar-se, de ser valorizada como pessoa, profissional, de ser ouvida pelos setores públicos e privados, sem discriminação de gênero. Reduzir a luta da mulher a um padrão de livre escolha sexual e estar ainda num estágio muito primitivo do ser humano. É como se as mulheres ainda estivessem saindo das cavernas.
Nenhuma mulher precisa mostrar a bunda e dançar até o chão para ter liberdade sexual. Aliás, qual será mesmo o preço dessa dita liberdade? Provavelmente alguns bons casos de gravidez precoce e não programada, cujos pais são desconhecidos ou não identificados; DST's e outras mazelas mais... 
O sertanejo universitário, ao contrário do funk, as mulheres são interesseiras e a cachaça na balada dá o tom... aí a galerinha empolgada enche a cara, entra no seu carrão cheio de mulher, provoca um acidente de trânsito, de vez em quando arranca o braço de um jovem trabalhador e fica tudo por isso mesmo.
Me preocupa porque no fundo, ouvir e interiorizar o sentido dessas músicas parece transformar de fato os indivíduos reais nesses personagens da ficção mal elaborada.
Moro em uma cidade em que apenas uma rádio toca música de qualidade! Saudade da Rádio Inconfidência na qual eu ouvia o que mais me agrada, alimenta e sacia: MPB! 
Depois de ouvir a tarde inteira "Cupido Burro" estou aqui a me perguntar... Quem será mesmo burro?



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Há uns anos postei algo sobre o Senor Abravanel e sua sanha pelo jogo, sobre a maneira que ele joga com seus convidados e sobre o quanto é amado pelo brasileiro!
Parece loucura, mas como é possível alguém debochar de maneira escancarada os convidados e às colegas de trabalho e ainda assim ser ovacionado!
De duas uma: ou o brasileiro gosta de ser subtraído em sua dignidade ou de fato as pessoas não percebem o que acontece entre uma e outra clássica risada do "Seu Sílvio".
Bom, mas não é sobre a sagacidade do grande comunicador brasileiro que quero dizer... minha preocupação é de outra ordem.
Ontem enquanto "percorria" os canais, fixei-me por um tempo no Programa Sílvio Santos, que esculachava a vice Miss Bumbum e a Mulher Melancia, num jogo (é claro!) de adivinhar. A resposta deveria ser "Getúlio Vargas", vamos às  pistas: Leis Trabalhistas / Gaúcho / Suicídio... coisa óbvia, não?
NÃO!!!!!
Ninguém sabia... é muita bunda e pouco cérebro!
Jogou a pergunta para o auditório... nenhuma colega de trabalho sabia!
O que esse povo anda aprendendo na escola????
Tive o primeiro surto!!!
Depois o "Seu Sílvio" perguntou para uma jovem da plateia como o Tiradentes havia morrido: Fuzilado, enforcado ou decapitado?
A resposta da pessoa depois de muito pensar: FUZILADO!!!
Minha cabeça ferve nessas horas porque no fundo sabemos que aquela plateia é uma amostra significativa da nossa população que finge que aprende enquanto o sistema público de educação finge que ensina!
Meu desânimo foi às alturas... principalmente por não conseguir enxergar alguma luz (ainda que fraca) no fim desse túnel escurecido pela alienação!
Renato Russo cantava que o "Brasil é o país do futuro!"... 
Me pergunto hoje: que futuro?

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Desaprender...


Mais uma vez ela tentou sorrir
Mirou-se no espelho e ensaiou um movimento com os lábios
Esforçou-se tentando enxergar algo que pudesse ao menos assemelhar-se a um sorriso
Percebeu, enfim, que não seria fácil!
Tentou mais uma, e outra até que por fim desistiu
Terminou de vestir-se e concluiu que sorrir é bem mais que um conjunto de movimentos musculares
Não adianta sorrir quando os olhos permanecem tristes
Não adianta sorrir quando sua alma está perdida
Não é possível sorrir quando não se sabe mais quem se é [ou no que se transformou]...
Desaprender a sorrir é como desaprender a viver
É um deixar levar-se pela vida
Pelos dias
Sem esperança;
Sem vontade;
Sem presença...

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Brinquedos...


A indústria de brinquedos é incrível! Que extraordinário poder de entrar na mente da criança e fazê-la convencer seus pais a comprarem as infinitas novidades!

Sim, infinitas porque não é apenas um brinquedo de cada espécie, são subtipos de nomes esquisitos que compõem um rol interminável de personagens.

Eu controlo muito essa coisa de comprar brinquedos, mesmo porque nem dá tempo da criança brincar com aquilo que já tem em casa e de tempos em tempos temos que fazer a seleção para doação (condição essencial para aquisição de novos brinquedos) e dependendo do valor, temos que juntar o dinheiro antes...

Pois bem, fui bombardeada com a intenção do João Carlos em ganhar um Beyblade (fiquei meio impressionada porque o Augusto, hoje com 14 anos, já queria um brinquedo desses há muitos anos)... depois de muito postergar, resolvi comprar o bendito brinquedo e que surpresa: o Beyblade não passa de um pião com adesivos e formas japonesas (outra cultura a ser aqui elogiada: que poder de influenciar gerações!!!).

Os marmanjos, como esta que vos escreve, que atirem a primeira pedra se não tiverem assistido Spectreman; Jaspion; Changeman; Lion Man e similares.
Os desenhos japoneses fazem muito sucesso entre os meninos (principalmente!) e absolutamente TUDO que eles lançam no mercado passam a ser objeto de desejo dos pequenos: de figurinha a moto elétrica! Haja dinheiro pra tanta novidade.

Pois bem, o fato é que Beyblade não é nenhuma novidade mas ainda tem um impacto significativo no desejo dos meninos que marcam suas competições no colégio e que vença o melhor... são repetidos os trejeitos e falas dos personagens de olho grande e trêmulo dos animes japoneses e aquilo que é visto na TV passa a ser real no cotidiano infantil. 

Caí na besteira de, após ver o tão sonhado Beyblade em ação, dizer que aquilo era apenas um pião... vixi! Houve um manifesto contra minha ignorância. Como pode uma pessoa em pleno gozo das faculdades mentais dizer que um BEYBLADE é um pião? No fim, a conversa foi encerrada com uma típica frase mirim machista: "Você não entende mesmo, Beyblade é brinquedo de menino!"

O bacana mesmo é que João Carlos é uma criança jóia. Saímos pra comprar o brinquedo e fazer as compras de supermercado mensal. De início a programação era comprar um brinquedo de R$49,90 (eu acho caro pra uma coisa que em breve será deixada num canto, substituída por outra novidade japonesa fabricada na China), mas ele decidiu-se por um de R$69,90... ok! 

Brinquedo escolhido, vamos às compras, assim que o carrinho foi enchendo de itens de alimentação, meu pequeno olha pra mim e diz: "Mãe, essas compras vão ficar caras, acho melhor trocar pelo mais barato." Disse a ele que não precisava, mas ele insistiu dizendo que o mais caro era de plástico e o outro por ser de metal era melhor e com certeza duraria mais.

(Devo confessar uma ponta de orgulho do meu filhote! Aliás... todos os dias tenho mil e um motivos para me sentir uma mãe abençoada e agraciada com o que melhor a maternidade pode oferecer!)

Acreditando que estaria em paz por alguns dias, fui buscar João Carlos na hora do almoço para ir à escola e ele me pede dois novos modelos do pião formato anime...  Só consegui sorrir e dizer: "Depois vemos isso, pega sua mochila e vamos embora...!"

Observações:

Todos os jogos são atrativos para meninos (eu sou totalmente ignorante e possuo péssima coordenação motora!)

O jogo da vez é o Club Penguim, para o qual comprei um cartão de assinatura (depois tenho que marcar tempo pra jogar senão passa um dia inteiro na frente do computador)

Por sugestão do Artur, João Carlos começou a jogar Dragon City no Facebook... estou preparada para outra mania (o menino acorda muito cedo e na sequência me sacode e dispara a pergunta: "Mãe, posso jogar?")

Comprei um DVD do Pirata do Espaço, um anime japonês do início da década de 80 (esse é meu, porque como criança também fui aficcioada pelos personagens de olhos grandes)

Lá em casa também tem o box do Jaspion (e não tenho vergonha de contar, porque eu também gostava do jaspion, mas esse não fui eu quem comprou)

Assisti no youtube o último capítulo do Spetreman (é incrivelmente bizarro... ri muito)

Acho incrível a fixação dos japoneses por jogos, monstros e invasões alienígenas!

Quando criança quase não tive brinquedos... ganhei uma boneca (cara de brinquedo assassino) que perdeu o braço no primeiro movimento, como não tinha PROCON, convivi com acessibilidade muito cedo!

Como o cabelo da boneca também não era bom, com o passar do tempo cortei e a boneca se transformou num monstro.

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