Violência

Li uma crônica recentemente em que o autor dando a cara a tapa afirmava que se tornar bandido era uma opção pessoal... não haveria aquela determinação social para que o indivíduo optasse pelo crime.
E eu fiquei com aquilo na minha cabeça, avaliando os dois lados da moeda e penso que essa afirmação é perigosa por estar inserida num terreno nebuloso das tendências humanas.
Tem gente que opta pelo crime por ter essa personalidade, outros desde a infância pelo seu abandono e outros após algum evento traumático...
Ms no fim das contas tem um componente de vontade sim!
Todos fazemos escolhas e estas se baseiam no conjunto moral e ético que vamos absorvendo so longo da trajetória.
Acredito na anomia como determinante, mas aí no meu entender é o comportamento do indivíduo face à sociedade. Existe um conjunto normativo e legal que todos aceitam tácita ou obrigatoriamente, mas existem aqueles que não aceitam de forma alguma e se "rebelam", momento em que agem contra a lei e assim ingressam no crime.
Alguns viveram suas vidas mergulhados na violência e seguem reproduzindo as condutas do seu meio.
E as crianças... coitadas! Vítimas dos seus "pais" (se é que merecem esse título). Foram paridas e abandonadas à sorte. Daqui eu entendo a situação de ausência de vontade porque não têm o desenvolvimento mental completo a ponto de discernir o certo do errado. Existe tão somente op instinto, a necessidade de manter-se vivo.
O homem é um ser social e muitas vezes a forma de aceitação e inserção social passa pelo crime. É menos tortuoso o caminho. Escola, clube, cinema são realidades às vezes distantes de grande parte da população.
Mas ainda assim, existe a vontade!
É o querer, o aceitar!
Inegável que todos têm consciência dos seus atos... o que assusta é a naturalidade com que vêem essas ações.
Arrependimento não existe...
E o que existe?
Uma mistura de prazer, revolta, coragem e vontade de ter e ser!
Pela força, pela imposição dolorosa... a necessidade de provocar medo, de assistir o pavor das vítimas...
E silenciam todos os dias inocentes!
Por que de tudo isso?
Hoje de manhã assisti três situações:
Pai e madrasta que asfixiaram, queimaram e esquartejaram dois garotos de 11 e 13 anos em Ribeirão Pires / SP
O caso Isabela Nardonni e suas perguntas sem respostas
E a Patrícia, engenheira desaparecida no RJ cujo carro foi achado numa lagoa...
E na seqüência me lembrei do João Hélio, do ônibus incendiado no RJ, da pequena Mirian em BH e de tantos outros casos marcados pela covardia...
E os porquês se mantiveram...
Seria o estado de natureza de Hobbes? A guerra de todos contra todos?
Algum perfil psicótico? Desvio de comportamento?
Determinação social?
Ou simplesmente vontade livre e consciente...
O que impressiona é saber que vivemos no limite do medo... qualquer situação na rua basta para que já sintamos um sobressalto... vivemos apreensivos esperando a nossa vez.
E até quando isso?
Mais assustador é pensar que algumas cidades brasileiras têm o mesmo índice de criminalidade de países europeus.
Podem até alegar dimensão territorial, população, perfil social... sei lá! Mas alguma coisa aí soa bastante estranho.
Será que a pobreza determina realmente o crime? E por que todos os pobres não se tornam criminosos?
Na minha modesta opinião o Estado falha!
E muito!
Em todas as esferas públicas e através de todos os entes...
Faltam políticas públicas de controle de natalidade...
Educação de qualidade
Incentivo ao esporte e cultura
Lazer...
O que vemos é um crescimento da violência e aí reside mais uma incoerência: a sensação de insegurança parece maior enquanto divulga-se um decréscimo nas taxas de crime violentos...
E pior: um repasse dessas funções estatais para a sociedade civil (ONG's).
Como se já não bastasse todos os impostos que pagamos...
Somos violentados físca, moral e emocionalmente pelo descaso público às nossas necessidades.
Até quando?
Quero envelhecer em paz, quero que meu filho cresça num ambiente saudável, que ele tenha liberdade e seus direitos respeitados...
Quero ser, de fato, uma cidadã...
É muito bonito o discurso pró-cidadania em época de eleição, mas e o dia seguinte?
Como diria Drummond: "E agora, José?'

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Hoje

Continuo naquela instabilidade
Às vezes muito tranqüila
Às vezes irritada
E outras tantas vezes chorando
E é o que mais me faz mal
Chorar assim à tôa
Como se isso fosse acelerar o tempo ou mudar alguma coisa
Me prendo às expectativas e vou levando
Vivendo um dia de cada vez e controlando para não fazer nenhuma besteira
Estou num processo de reconstrução
Tenho refeito o caminho percorrido até agora
Desde o dia 13fev95 quando ingressei na polícia
E venho traçando o caminho
Relembrando as coisas boas e ruins
Aprendi e amadureci muito
(às vezes tomando muita porrada)
Outras vezes apenas observando o silêncio
Aprendi a lidar melhor com a vida
E com a morte
E tenho comigo lembranças de tantos pacientes que passaram por minhas mãos
Alguns deixando saudade
Outros apenas lições
E aqueles que nehuma coisa nem outra
E tenho amigos!
Como conquistei amigos nessa caminhada!
Mas amigos a gente leva
Independente do lugar
Do tempo
Amigos se fazem presentes
Nos dias de sol ou nos dias de chuva
E tem o Chris!
Claro...
Mas profissionalmente não fui feliz
(estou abstraindo a função de enfermagem porque não é a atividade principal da carreira!)
Fui absorvida pela necessidade e deixei de tomar decisões em momentos cruciais
Que poderiam ter feito uma grande diferença em minha vida
Mas fui covarde
(em partes!)
Acomodei à estabilidade, a um sistema de saúde completo
A uma carreira que hoje sinto que não tive!
Constrói-se carreiras quando se é possível ter perspectivas e eu a despeito das promoções eu não vislumbro crescimento profissional, alteração de funções
Fica sempre faltando alguma coisa
E essa falta que me faz infeliz
Porque se faltasse e fosse conciliável, beleza!
Mas não!
Fiquei engessada, acreditando em coisas que nem sei quais são
Como disse um amigo
Parece que somos abduzidos e a nossa mente é bloqueada para o mundo
Só que eu não quero ser assim
Quero um pouco de sentido
Só uma "casinha branca de varanda, um quintal e uma janela para ver o sol nascer"!

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Fui abandonada (3)

Não pretendendo ser abandonada pela Naty
O que me faria pular na frente de um fusca cor de rosa
Antecipo o pedido de não abandono:
NATY!
EU AMO VOCÊ!
"Não se vá
Não me abandone por favor
Pois sem você vou ficar louuuucaaaaaaaaaa!"
kkkkkkkkkkkkkkkk
Eu eu estou falando sério, viu?
Sou pessoa carente e abandonada...

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Fui abandonada (2)

Vou protestar!
A Naty, muito egoísticamente (eu tinha uma professora que falava tudo com "isticamente") lançou a campanha reinvidicando o amor da Fê...
E não é que a danada aderiu?
Cadê aquela guria que não aparece mais?

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Melhor...

Hoje estou melhor
Refeita, em parte, dos últimos acontecimentos
Parece que a nuvem negra está se dissipando e dando lugar a uma espécie de tranqüilidade
Que espero, permaneça!
Preciso de paz
Pra conseguir levar adiante meus projetos
Pra me concentrar, estudar
Essa coisa de me sentir confusa é o que há de pior
Detesto a sensação de não ter controle sobre minhas emoções
Sou chorona
Mas não gosto de chorar à tôa
Gosto da lucidez
Gosto de pensar e decidir por mim
Sempre fui minha melhor amiga!
Por muito tempo decidi as coisas num diálogo franco entre as duas Isis: razão e emoção!
Prefiro assim!
Esse desequilíbrio me entristece
E eu não acredito em psicologia
Não tem jeito
Respeito todos: profissionais e pacientes
Mas para mim não dá
Parece um jogo de gato e rato
E meio me sinto ridícula, principalmente quando não há o que dizer e fica na sala aquele silêncio mórbido
Dá vontade de rir!
Daqui vou resolvendo essas questões humanas...
De forma nem sempre indolor
Mas vou levando...

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Lavras Novas!





Olha lugar mais gostoso!
Paz e sossego... tudo que eu preciso...

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Coisas estranhas só acontecem com pessoas estranhas
Hoje fiquei sabendo que eu fiz jus não à licença maternidade mas a dispensa paternidade!
PODE?
Vai ver que eles procuraram um lugar pra lançar e não acharam
O fato é que tive a maior dispensa paternidade
Incompatível com a legislação
Pais têm direito a cinco dias
O pai Isis teve 120!
E pra piorar descobri que foi lançado em duplicidade
Então eu sou hermafrodita
Pai e mãe
Tive direito às duas concessões
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
E nem precisei ser Paraíba pra ser mulher macho!

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