Sensação boa

Estou vivendo um momento muito bom!
Há muito tempo não me sentia tão bem assim... uma sensação de capacidade, de possibilidade e sobretudo, de realização.
Como é bom conseguir executar uma tarefa com êxito, saber que deu tudo (ou quase tudo) certo! Hoje foi um dia muito importante para mim, participei de uma atividade logo pela manhã que eu julgava me causaria uma úlcera. Ansiedade, frio na barriga, aquele anseio pavoroso de se errar quando não se pode errar, diante no grande número de pessoas te fiscalizando...
MAS DEU CERTO!
Claro que pode melhorar, mas foi um passo importante!
EU CONSEGUI!!!!!!!!!!!!
Pessoalmente, acho que a nuvem de tempestade resolveu se afastar antes que a chuva caísse, estou bem, mas bem melhor!
Aliás, estou ótima!
O único senão é a distância do meu pequeno amado João Carlos, mas sexta-feira estarei com ele e terei a chance de matar um pouco da grande saudade que sinto!

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Educação sexual

Estou tendo aulas de saúde coletiva e nas conversas com meu professor, percebi o quanto podemos ser hipócritas ou ignorantes.
Por que as pessoas são tão resistentes quando o assunto é sexo? Por que tanto medo de um ato que todos (ou quase) praticam e senão o fazem hoje o farão um dia? Sexo é saudável, é necessário, é básico conforme apresentado na pirâmide de Maslow. Então por que esse tabu, como se os praticantes de sexo pertencessem a uma sociedade secreta?
Fato é que, as escolas tem um papel preponderante nesse assunto. Quer dizer que seja exclusivo da escola? Não! O ideal mesmo seria uma parceria das Secretarias de Educação com as Secretarias de Saúde para que, em conjunto, através do trabalho de profissionais qualificados essa disciplina fosse inserida nos diversos cursos.
Os pais tendem a acreditar que são amigos dos seus filhos, podem até ser. Mas penso ser a minoria que tem um diálogo franco, do tipo: "_ Mãe, ontem saí com fulana e a gente transou! Foi bacana e não preocupa porque eu usei camisinha, ok?"
Da mesma forma, os pais não contam para os filhos a noite de sexo de ontem... apesar dos filhos adolescentes saberem que os pais transam.
Conversar sobre sexo não significa necessariamente educar para o sexo. Papel de pai e mãe é ser pai e mãe. O (A) adolescente normalmente confidencia suas experiências sexuais para os amigos mais chegados, com pai e mãe a conversa é de outra ordem. Da mesma forma sentimo-nos mais à vontade para conversar sobre determinados assuntos com um terceiro, uma pessoa neutra.
Mas as pessoas (os pais sobretudo) se horrorizam quando a escola vai promover educação sexual, falar do uso correto de preservativo, de prevenção... acham que isso estimulará a iniciação sexual precoce. Penso que não! Essa iniciação tem muito a ver com o arcabouço cultural de cada um, a sua estrutura familiar e religiosa. Não é poque eu vi uma cena de sexo na TV que eu vou sair por aí fazendo sexo. Pra mim esse medo é uma paranóia.
Um outro aspecto é que na atualidade a busca pelo prazer é uma crescente, aquela coisa hedonista, pelo qual o prazer é o supremo bem. Uma exposição nas novelas desenfreada do prazer sexual, pelo consumo... considero que se banaliza até demais alguns assuntos, mas enfim!
Fato é que, dados do IBGE apontam para um número expressivo de gravidez na adolescência (7,3% das adolescentes entre 15 e 17 anos tem pelo menos um filho), um aumento no número de infecções pelo HIV (Bibliomed), sem contar a exposição precoce ao tabaco e álcool, além de outras drogas...
É um "pecado" querer o prazer? Óbvio que não, mas é imprescindível que o jovem aprenda uma regra básica "causa e consequência", ou seja, posso fazer o que eu quiser, mas das minhas ações decorrerão fatos que culminarão em responsabilidade futura. Então porque não estimular a responsabilidade como forma de se evitar danos futuros? Por que não se evitar uma gravidez, ao contrário de defender o aborto?
Isso é questão de saúde pública! Essas jovens que engravidam e tem seus filhos interrompem, em muitos casos, a própria vida, perdem a oportunidade de estudar e pleitear algum ganho social, engrossa as estatísticas e sabe-se lá qual o modelo de educação poderá oferecer ao próprioo filho. E nos casos de DST's, chega ser desnecessário tecer qualquer comentário.
Educar é isso, é contruir bases de cidadania, de exercício consciente, de responsabilidade social. Não adianta tapar o sol com a peneira... ainda que alguns assim queiram!

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Tem coisa mais desagradável que banheiro feminino sem papel higiênico?
Deveria haver uma lei federal instituindo que todo e qualquer banheiro público deveria estar abastecido como rolos principais e reservas de papel higiênico.
Convenhamos, nada pior do que precisar de um banheiro público! Nossa educação não nos permitiu relaxar nesse ambiente!
É torturante, massacrante, por vezes humilhante. O código feminino do banheiro público vai bem além da necessidade de se ir acompanhada.
É aquela voz que te faz lembrar: "não assenta no vaso porque está contaminado!!!"
Aquele pânico de uma doença qualquer te impede de vencer esse medo inconsciente ou se arriscar (saibam: TODA mulher ouve essa voz)
Normalmente o banheiro público já está em estado de petição de miséria, só sendo uma sobrevivente de "No limite!" pra arriscar a sentar e ser devorada pelo mostro da privada assassina!
É no limite da honra e da dignidade! Porque banheiro feminino normalmente é apertado, não tem trinca na porta, o que te obriga a fechá-la com a cabeça.
Também não tem um ganchinho, nenhuma peça que possa ser improvisada para se pendurar uma bolsa, daí tem que ser equilibrista, malabarista ou suicida (lembro de um texto onde a autora diz que a alternativa é pendurar a alça no pescoço).
Agora pensa: bolsa pendurada no pescoço! Desconheço uma bolsa de mulher que seja leve, porque existe uma mania de carregar todos os segredos bem junto do corpo.
Façam um esforço mental: Posição semi-sentada (meio que um avião que vai decolar), cabeça fechando a porta, bolsa equilibrada em algum lugar, braços abertos segurando a parede, senão se desaba (aqui uma adaptação, a parede precisa oferecer um mínimo de segurança biológica para tal), quando finalmente se consegue cumprir a função social do banheiro, ou seja urinar, fazer xixi, mijar... qualquer coisa! Olha-se pro lado: cadê o papel?
O cúmulo da indignidade! Dá aquela vontade de chorar (as mais femininas) ou então de surtar, aquela coisa olhos vermelhos, cheio de sangue querendo destruir tudo que está á volta, já que se chegou no fundo do poço, no vazio da honra, desprovida do mínimo essencial: um pedaço de papel!
É uma espécie de tortura! De infâmia!
Ou melhor: nada além de uma puta sacanagem!
(Estou com ódio de banheiro sem papel!)

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Surtos

"Ando tão à flor da pele / que qualquer beijo de novela me faz chorar"

Coisa mais difícil é conter os sentimentos que vem sem autorização. Difícil e chata porque nem sempre dá pra se conter ou entender. Acho que no fundo são coisas de mulher mesmo. Na mesma hora que ri já quer chorar. Uma simples mania de fazer tempestade em copo d'água. Complicar quando se podia simplificar. Não estou criticando as mulheres, estou num momento mea culpa insana, tentando colocar pra fora as minhas loucuras e esperando que toda ela ao final seja perdoada.

Às vezes deixamos de nos fazer entender porque não somos claros ou verdadeiros o suficiente. Esperamos que os outros possam adivinhar o que se passa na nossa cabeça, quais são nossas verdadeiras intenções (como se ao menos nós mesmos as conhecessemos). Reino de adivinhos capazes de nos ajudar a passar pelas tensões do dia-a-dia, fazer por nós o que não conseguimos realizar sozinhos. Mas ao contrário de pedir ajuda esperamos que o outro perceba essa necessidade e se apresente voluntariamente:

_ Ô criatura confusa, estou aqui!

Ou então como aqueles atendentes de fila de banco com a camisa: "Posso ajudar?"

Sim, pode! Me mostra a saída do labirinto que se formou em mim?

_ Sinto muito, senhora! Complicado demais...

Em outras palavras: _ Se vira, mulher! Pára de criar coisas na sua cabeça, e vai à luta!

Ok! Estou aqui, na batalha, matando um leão por dia (socorro, estou dramatizando de novo!), e tentando manter vivo o significado de tudo que está me acontecendo. Muitas idéias, muitas vontades e desejos se formam diuturnamente, mas sempre aquela coisa 4Q1POC: o Que, Quem, Quando, Quanto, Por que, Onde e Como realizar? Ou sair dessa? Ou extravasar?

Acho que nem abraçando uma almofada e gritando isso se resolve! Estou com aquelas estrofes solitárias martelando a cabeça: "Todo dia ela faz tudo sempre igual", só que eu não sacudo ninguém, eu é que levanto às 05, às vezes às 04 e outras sequer durmo!

Sei não, no final deve sobrar algo de mim. Mas está bem melhor, ao menos estou me sentindo em paz comigo mesma enquanto mulher, falta ajustar apenas as outras personagens que abrigam esse meu corpo cansado (dramatizar pra não perder o estilo!)

Por hoje é só! Amanhã tenho aula até meio-dia! Quem quiser me acompanhar, esteja à vontade!

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..............

Eu não sei dizer como estou hoje. Estou meio estática, precisando "parir" um artigo que está emperrado, não encaixou, precisando de um fórceps ou algum obstetra habilidoso que me ajudará nessa cesárea. Já corrigi, recorrigi e as idéias continuam pululando... muita coisa poderia ser dita, mas não houve tempo para elaborar algo mais consistente. Sinto que está faltando algo... percepção de alguém perfeccionista? Talvez!

O fato é que as palavras às vezes não brotam. O que acontece é sempre um desencontro das idéias com a oportunidade ou disponibilidade para estar escrevendo. Por exemplo: estou tomando banho e ao contrário de relaxar, estou pensando em um texto... nessa hora minha cabeça elabora um bom roteiro, quando tento redigir não consigo mais lembrar! É terrível... porque dá uma sensação de "pqp"! Era pra dar tudo certo, resolvido antes, bem antes dos prazos, mas tenho me tornado a guerreira da última noite!

Já não sei bem se isso é bom, ruim, mediano, medíocre... certo é que estou cansada! Minhas olheiras estão me deixando um perfeito guaxinim, bolsas pesadas sob meus olhos, trincados, vermelhos, "areados"... além da insônia! Lembro de um episódio do Frajola culpado pela suposta morte do Piu Piu (que eu odeio com toda a minha infância), e sofre de insônia, olhos quebrados numa noite sem fim... é um drama que espero findar em 06 de dezembro.

Acho que terei mais uma data de nascimento... começarei uma nova vida pós 06 de dezembro. Numa espécie de marco temporal, pré e pós!

Hoje pela manhã eu não caminhava, me arrastava pelo alojamento. Um sono mortal. Estava um tempo chove-não-chove, fresquinho... aquela vontade de deitar e dormir! Quando percebi que definitivamente não seria possível, aquela vontade de gritar, chorar, sair correndo... coisa de gente louca, já descompensada, neurótica, psicótica! Realmente é tênue a linha que separa a lucidez da loucura!

Ah! Um outro detalhe: desaprendi a formatar trabalhos científicos. ABNT deixou de ser regra e não passa de mero periódico. Que eu seja perdoada pelas heresias acadêmicas que cometerei, mas não é culpa minha, estou sendo coagida a tal. Tenho medo de emburrecer. Que isso não me aconteça. Amém!

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Carlos Drummond de Andrade

“A beleza ainda me emociona muito. Não só a beleza física, mas a beleza natural. Hoje, com quase oitenta e cinco anos, tenho uma visão da natureza muito mais rica do que eu tinha quando era jovem. Eu reparava mais em certas formas de beleza. Mas, hoje, a natureza, para mim, é um repertório surpreendente de coisas magníficas e coisas belas. Contemplar o vôo do pássaro, contemplar uma pomba ou uma rolinha que pousa na minha janela... Fico estático vendo a maravilha que é aquele bichinho que voou para cima de mim, à procura de comida ou de nem sei o quê. A inter-relação dos seres vivos e a integração dos seres vivos no meio natural, para mim, é uma coisa que considero sublime”.

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