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Se eu pudesse não ouvir nada por alguns momentos...
Estou de saco cheio de escutar, algumas vozes tem me irritado profundamente
Desde ontem estou no melhor estilo "Tolerância Zero!"
Mas é muito saco cheio mesmo
Do tipo que é preciso andar com um saco de papel debaixo do braço e aí na hora do boom começar a soprar pra canalizar toda a ânsia de xingar.
Aqueles momento em que parece estamos prestes a ser dominados por um instinto agressivo.
E olha que nem estou na TPM! Se continuar assim, quando estiver próximo, vou pedir licença de mim mesma.
Preciso de um mantra, de um pouco de calma, um pouco de lucidez.
Ou quem sabe um Passiflorim resolve... ou quem sabe algo capaz de me fazer dormir!

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Dia nublado



O dia está nublado, caindo uma chuva fina e olhando esse cenário pensei no momento que estou vivendo: nublado, como o dia de hoje.
Em alguns momentos (na verdade, em vários momentos) uma questão se repete em minha vida
O que estou fazendo aqui?
Quando o cansaço, principalmente o emocional, se abate em mim fico me questionando o porquê de tudo isso e sobre essa adesão voluntária.
Ando muito desiludida com as pessoas, com a estrutura...
Não deixei de acreditar na minha escolha, muito antes pelo contrário, continuo certa da minha responsabilidade e do compromisso que tenho em minha vida pessoal e profissional.
Não bastasse essa desilusão focalizada, vem ainda algumas questões pessoais que se avolumam e por vezes provoca uma dor silenciosa e cortante. A dor do afeto ou da falta de.
Como já disse mais de uma vez, sou uma pessoa muito prática, não sou de "romances açucarados" ou que crê no tipo de família dos comerciais de margarina.
Meus pés são firmes no chão e sei distinguir a vida ideal da vida real.
Apesar de tudo isso, é óbvio que preciso de um pouco de atenção, que entendam o momento que tenho vivido e que me digam palavras de apoio. Estou vovendo um dia de cada vez, digerindo saudade, ansiedade, stress, mas certa de que no final tudo valerá a pena.
Algumas situações são conflitantes com minha forma de agir, meu senso moral e ético me impede a assumir determinadas atitudes porque EU NÃO ACREDITO EM CONTAMINAÇÃO PELO MEIO!
São coisas que ouvimos com muita frequência: "acabei sendo contaminado pelo meio, senão não sobrevivo!"
Pois eu digo, afirmo e reafirmo: "Eu não vou me perder para ser uma pessoa egoísta! Sou fiel aos princípios que adquiri ao longo da minha vida pessoal e profissional e assim o serei."
Hoje não é um dia bom para mim... não mesmo! Ontem passei momentos chatos, fiquei triste, decepcionada.
Aliás, nos últimos meses o que mais tenho ouvido são depreciações. Queria romper esse ciclo, mas por enquanto me sinto fraca e impotente diante dessa situação. Quem sabe ao amanhecer possa refletir melhor sobre tudo isso.
Hoje não é o dia, amanhã ainda não... uma coisa de cada vez!

P.S. Estou lendo um livro muito bom: Ética de Adolfo Sánchez Vázquez

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A superioridade humana (?)

Morro de pena de quem se julga superior!
Daquele tipo superlativo, super-homem, super-idiota!
Fico observando aquela postura de "recolha-se à sua insignificância" mortal sub humano e rio sozinha, às vezes de forma contida, outras não!
Apenas rio porque no fundo são todos infelizes (apesar de não se saberem assim), achando que são algo maior do que a realidade.
Na verdade, não passam de seres humanos!
Com alguma detenção de poder, às vezes uma parcela ínfima, com campo de atuação mínimo, mas se achando o máximo...
Que pensem assim! E vivam a ilusão, porque a realidade é algo dolorido demais pra quem vive no campo da ideação.
Hoje vi uma cena que me incomodou, envolvendo uma pessoa qualificada, inteligente, mas tímida, tentando estabelecer contato educadamente com pessoas superlativas e foi solenemente ignorada.
Aquela situação de você iniciar um diálogo e a pessoa iniciar uma conversa com um terceiro ignorando sua presença gerando aquele clima constrangedor.
A pessoa educada, percebendo que sua tantativa fora frustrada, retirou-se discretamente driblando o constrangimento.
O que de fato é desagradável nessa história é porque o tímido é prestador de serviço do superlativo e o superlativo é funcionário público... Fiquei compadecida em relação ao tímido e envergonhada em relação ao servidor público.
Talvez por ser servidora pública há tantos anos (quase 17), não consigo pensar um atendimento nesse padrão. Não dá mesmo! Tenho vergonha de comportamentos assim, repulsa mesmo.

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A polêmica da Gisele

Eu nem vi a tão comentada (e criticada) propaganda da Hope estrelada pela Gisele Bündchen, mas li tanta coisa sobre (não textos inteiros, apenas fragmentos) e confesso que sou tomada por uma espécie de preguiça.
Entendo a indignação das feministas, dada a coisificação da mulher, essa eterna posição de sub alguma coisa. Objeto de satisfação, idolatria, qualquer coisa que não seja humana.
Passei anos da minha vida esforçando-me para não ser um rosto e corpo "bonitinhos" porque estou longe (bem longe) de ser um ideal de beleza. Me esforcei muito para ser uma profissional respeitada pelas minhas competências e habilidades técnicas, e admiro as mulheres que optam por serem MULHERES!
Mas adianta ficar indignada se existem as que gostam de ser chamadas de cachorra? Que andam rebolativas exibindo cheias de orgulhos os corpos malhados? Que são associadas a frutas? Que não se importam de adquirir qualquer coisa valendo-se dos seus atributos? Se preferem ser sexualizadas e não humanizadas?
Não adianta se indignar com isso. Isso é individual, dependerá de cada uma ser diferente dos estereótipos que estão postos culturalmente.
Tenho ouvido tantos absurdos de homens e mulheres que sinto vontade em alguns momentos de mudar de planeta. As justificativas beiram à bizarrice, tamanha bestialidade e superficialidade (o que vem reforçar a minha idéia de que as pessoas estão perdendo a capacidade de pensar).
A preguiça, que já foi um pecado capital, está se tornando uma incômoda realidade. O menor esforço e o caminho menos tortuoso é a escolha da maioria (assim sobra mais tempo para a satisfação de alguns prazeres individuais).
Como a erotização está em alta, os indivíduos estão cada vez mais instintivos e menos racionais. Ou seja, basta-me a satisfação das necessidades básicas (sobretudo sexuais) que o resto estará "de boa". Será mesmo?
Penso que não. É um individualismo exacerbado. As pessoas estão perdendo a capacidade de perceber o outro, cada vez menos o direito da maioria é considerado, o EU é mais importante que o todo social.
E o que de errado tem na peça publicitária da Hope? Em princípio, nada. Aliás, está bem de acordo com o comportamento de um elevado número de mulheres: os fins justificam os meios. Ou seja, se for pra eu ter um ganho e, se para tal preciso usar meu corpo, que assim seja!
Nada mais me assombra, nada me causa indignação... só que para mim não serve! Isso não é pra mim. Se me incomoda, mudo o canal (aliás, televisão é uma coisa inexistente para mim, nesse ano de 2011 acho que não assisti um único programa de TV).
De resto, continuo pensando em mudar de planeta!

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Ansiedade

Estou em um dia de inquietação, o dia que meu espírito parece estar dissociado do corpo.
Parte de mim acelerada e parte em ritmo letárgico... fico num misto de medo, ansiedade, euforia.
Talvez pela viagem do JC no sábado... talvez pelo volume de atividades que tenho que desenvolver
Talvez (e mais provavelmente!) por mim mesma, com minhas infinitas dúvidas e inseguranças, pelo excesso de cobranças que me faço o tempo todo, pela mania de querer resposta pra tudo.
Já cansei de racionalizar essas caracterísitcas minhas que tanto me incomodam.
EU NÃO VOU TER RESPOSTA PRA TUDO!!!!!!!!!!!!!!!!
Não tenho como explicar todos os meus pensamentos, minhas vontades nem sempre estão vinculadas a uma necessidade premente, eu não consigo controlar todas as situações das quais sou parte!
Que vontade de sair daqui correndo para algum lugar seguro. Onde eu possa estar à salvo de mim mesma. Onde eu possa chorar e gritar e colocar pra fora todo esse bolo que aperta meu peito.
Não estou conseguindo concentrar, estou preocupada sem nem conseguir dizer com o quê! Simplesmente estou preocupada, talvez com um problema que ainda sequer apareceu (e pode ser que nem surja).
É difícil ser uma pessoa inquieta... esse estado de euforia esquisita em dias de extremo cansaço, com um humor um pouco instável. Essa vontade de chorar e lavar essa ansiedade.
Seria bom poder deitar um pouco e recolher-me em sono, dormir e esperar um dia novo e com ele renovar as forças.
São sessenta dias para o fim do curso. No início eram uns 300 ou quase isso. E de repente aquela antecipação: Para onde vou? Como será após 06 de dezembro?
Minha cabeça está cansada...

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Gosto de caminhar, sempre gostei!
Também gosto de acampar... eu não sou uma pessoa "urbanizada"
Prefiro os ambientes mais selvagens
Relaxar caminhando na mata, trilhas, ouvindo o barulho das folhas e da água
Agora mesmo estou ouvindo as cigarras "cantando"
Viajo nesse som, vou longe, ora no passado, ora em outros lugares
Sou nostálgica, totalmente saudosista e com um quê de solidão
Não sempre, mas em alguns momentos estar só é uma necessidade
Uma maneira de me encontrar e reorganizar o pensamento
Principalmente nos momentos de dúvida
Quando não se entende bem os sentimentos, quando se pretende um súbito de coragem para romper uma barreira
E percebe-se que no fundo o que domina é a covardia!
Não uma covardia que será danosa, mas aquela necessária à preservação.
A coragem poderia resultar em arrependimento posterior
Melhor deixar as coisas como estão e terminar o que se começou... no final, vai ser positivo!
Eu apenas queria ir para casa...

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Que ódio tecnológico!
Tenho verdadeira irritação com os problemas insanáveis
Perdi vários arquivos porque um HD simplesmente deixou de ser lido pelo PC
Hoje perdi mais uma substancial quantidade de informações em um pen drive
Daí tenta-se conviver com um mínimo de resignação e diz-se um "Tudo bem, fazer-se o quê?"
Tenta-se, porque eu não sou equilibrada assim?
E o que eu faço com meu prejuízo?
Morro de ódio porque estabeleceu-se uma relação de dependência com essa merda
Tal como banco, detesto banco, odeio ter que depender de banco, se pudesse guardaria dinheiro (caso o tivesse!) debaixo do colchão!
Acabei de lembrar que sou hipossuficiente financeiramente (vulgo: pobre) e me sinto mais frustrada ainda!
Hoje estou sofrendo de TPM (e no meu caso o negócio é um pouco pior: é pré, trans e pós!), já instável do tipo que chora e ri!
Precisava andar com uma placa "mantenha distância para a sua segurança" pendurada no pescoço.
Fico lembrando das propagandas de absorventes que jogavam um líquido azul no Sempre Livre até o advento milagroso do Tampax: "Incomodada ficava sua avó!"
Tá bom... minha vó não fica mais incomodada, afinal não menstrua mais e já superou os calores da menopausa...
Mas e eu? Sigo na minha carreira...
Deixa eu tentar resgatar alguma coisa do pen drive!

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