Paraolimpíadas
12:09 | Posted by Branquinha
As paraolimpíadas começaram em 06/09 e o Brasil ocupa a 5ª posição no quadro de medalhas
17 até agora
8 ouros
4 pratas
5 bronzes
E quase ninguém fica sabendo disso
Porque não se divulga
Não se transmite
Talvez pela tradição grega
Pelo culto à beleza
À perfeição
(embora eu considere a perfeição a maior das utopias)
E a nossa veia preconseituosa que nos faz sentir uma ponta de repulsa ao ver aqueles seres "incompletos" fazendo muito mais que nós mesmos ditos perfeitos!
E o esforço, superação e falta de incentivo que esses atletas vivenciam?
Me ponho de joelhos e me rendo ao talento e disposição que demonstram de ir representar com tanto empenho um país que na maioria das vezes lhes ignoram
E não me digam que não é assim
Calçadas, prédios, ônibus
Nada adaptados
Dificuldade de acesso à educação, à cultura
Além dos que os considerem (até de forma grosseira) um estorvo porque são lentos ao se movimentarem
Ocupam muito espaço
Deveriam ficar em casa
Porque dependem em muitos momentos da caridade alheia
Porque não enxergam
Escutam
Ou caminham
Mas vivem!
Vivem exemplarmente
Mostrando que existe uma mola motriz bem mais perfeita do que músculos e membros e órgãos saudáveis
Eles vivem
De forma intensa
Se realizam
E provam ao mundo que podem
Que aliás
Qualquer um pode ser o que quiser
Basta se entregar
São pessoas que merecem nossos aplausos, de pé!
Perto do Hospital Militar em BH tem a uma associação de portadores de necessidades especiais
São cadeirantes que jogam basquete
Por mais de uma vez parei e fiquei assistindo ao jogo
E tentei me colocar naquele lugar
E não pude fazê-lo!
Só posso manifestar aqui minha admiração...
17 até agora
8 ouros
4 pratas
5 bronzes
E quase ninguém fica sabendo disso
Porque não se divulga
Não se transmite
Talvez pela tradição grega
Pelo culto à beleza
À perfeição
(embora eu considere a perfeição a maior das utopias)
E a nossa veia preconseituosa que nos faz sentir uma ponta de repulsa ao ver aqueles seres "incompletos" fazendo muito mais que nós mesmos ditos perfeitos!
E o esforço, superação e falta de incentivo que esses atletas vivenciam?
Me ponho de joelhos e me rendo ao talento e disposição que demonstram de ir representar com tanto empenho um país que na maioria das vezes lhes ignoram
E não me digam que não é assim
Calçadas, prédios, ônibus
Nada adaptados
Dificuldade de acesso à educação, à cultura
Além dos que os considerem (até de forma grosseira) um estorvo porque são lentos ao se movimentarem
Ocupam muito espaço
Deveriam ficar em casa
Porque dependem em muitos momentos da caridade alheia
Porque não enxergam
Escutam
Ou caminham
Mas vivem!
Vivem exemplarmente
Mostrando que existe uma mola motriz bem mais perfeita do que músculos e membros e órgãos saudáveis
Eles vivem
De forma intensa
Se realizam
E provam ao mundo que podem
Que aliás
Qualquer um pode ser o que quiser
Basta se entregar
São pessoas que merecem nossos aplausos, de pé!
Perto do Hospital Militar em BH tem a uma associação de portadores de necessidades especiais
São cadeirantes que jogam basquete
Por mais de uma vez parei e fiquei assistindo ao jogo
E tentei me colocar naquele lugar
E não pude fazê-lo!
Só posso manifestar aqui minha admiração...
Aderindo à Campanha da Naty
06:48 | Posted by Branquinha
Anakiodi
O mundo precisa de você!!!!
CRIE O SEU BLOG!
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKO mundo precisa de você!!!!
Duas pessoas lindas
06:31 | Posted by Branquinha
Minha mãe e minha irmã Lucinda!
As duas são extremamente parecidas, por isso às vezes se estranham, o que não chega a ser bem uma briga, mas talvez uma intolerância...
Mas são amáveis, de um enorme coração, de bondade
Mãe diz que Lucinda é uma alma!
E é
Ainda que ela me tire do sério porque é teimosa e gosta de falar mais do que eu
E ama ter razão (eu também!)
E mãe na maioria das vezes deixa a razão com ela contra os seus "opositores"
Afinal, elas são idênticas, então quando se defendem é uma espécie de auto-defesa
Combinam como queijo e goiabada, se completam
Mãe adora queijo e a Lú goiabada
Eu e mãe já nos desentendemos muito
Somos o oposto em ações e pensamentos
Ela é emotiva, passional
Acredita no amor
Que o amor faz de todas as criaturas as melhores do mundo
E por várias vezes sofreu abusos na sua boa-fé
João fala que a mãe é a pessoa mais boa do mundo
Mas da sua bondade deriva uma ingenuidade que a faz sofrer
E aí nossas diferenças saltavam aos olhos
Eu tentando fazê-la ver a verdade e ela cega, tentando acreditar nas imagens que ela criou
Isso mudou quando eu engravidei
Acho que aumentamos nosso grau de tolerância e respeito uma pela outra e daí em diante não tivemos mais nenhum embate sério
Ela esteve do meu lado em todos os momentos difíceis
Foi a primeira a saber do João
Estava comigo no dia da cirurgia às 29 semanas de gestação
Me acompanhou no CTI, no quarto
E estava comigo no dia que João nasceu
Hoje somos amigas
Com nossas diferenças, mas com muito mais respeito
A Lú é minha alma gêmea
Igual a Dinah e Estela daquela novela "A Viagem"
A gente se adivinha, se percebe
Falo que é a minha única irmã
A Tety era mãe e o João filho
E ela irmã...
Com ela dividi minhas angústias e alegrias
E eu com toda dificuldade, chorava sem conseguir dizer onde e porque doía
Ela perdia a paciência
Mas depois a gente ria
Ria muito, de tudo e de todos...
Ela era medrosa quando criança, acreditava nos seus pesadelos
E dormia comigo enquanto a Tety aumentava seu pânico cantando a música do Freddy Krueger
E ela se aninhava abraçada aos meus pés
Foi assim até os 14 anos dela mais ou menos
Foi quem deu a primeira roupa do João...
Chegou em casa vibrando e me dando o que eu mais precisava dela: seu apoio!
Agora ela vai se casar
Linda!
E torço para que ela seja imensamente feliz
E que seja sempre ela
A Lú Boquinha!
Amada de todos...
As duas são extremamente parecidas, por isso às vezes se estranham, o que não chega a ser bem uma briga, mas talvez uma intolerância...
Mas são amáveis, de um enorme coração, de bondade
Mãe diz que Lucinda é uma alma!
E é
Ainda que ela me tire do sério porque é teimosa e gosta de falar mais do que eu
E ama ter razão (eu também!)
E mãe na maioria das vezes deixa a razão com ela contra os seus "opositores"
Afinal, elas são idênticas, então quando se defendem é uma espécie de auto-defesa
Combinam como queijo e goiabada, se completam
Mãe adora queijo e a Lú goiabada
Eu e mãe já nos desentendemos muito
Somos o oposto em ações e pensamentos
Ela é emotiva, passional
Acredita no amor
Que o amor faz de todas as criaturas as melhores do mundo
E por várias vezes sofreu abusos na sua boa-fé
João fala que a mãe é a pessoa mais boa do mundo
Mas da sua bondade deriva uma ingenuidade que a faz sofrer
E aí nossas diferenças saltavam aos olhos
Eu tentando fazê-la ver a verdade e ela cega, tentando acreditar nas imagens que ela criou
Isso mudou quando eu engravidei
Acho que aumentamos nosso grau de tolerância e respeito uma pela outra e daí em diante não tivemos mais nenhum embate sério
Ela esteve do meu lado em todos os momentos difíceis
Foi a primeira a saber do João
Estava comigo no dia da cirurgia às 29 semanas de gestação
Me acompanhou no CTI, no quarto
E estava comigo no dia que João nasceu
Hoje somos amigas
Com nossas diferenças, mas com muito mais respeito
A Lú é minha alma gêmea
Igual a Dinah e Estela daquela novela "A Viagem"
A gente se adivinha, se percebe
Falo que é a minha única irmã
A Tety era mãe e o João filho
E ela irmã...
Com ela dividi minhas angústias e alegrias
E eu com toda dificuldade, chorava sem conseguir dizer onde e porque doía
Ela perdia a paciência
Mas depois a gente ria
Ria muito, de tudo e de todos...
Ela era medrosa quando criança, acreditava nos seus pesadelos
E dormia comigo enquanto a Tety aumentava seu pânico cantando a música do Freddy Krueger
E ela se aninhava abraçada aos meus pés
Foi assim até os 14 anos dela mais ou menos
Foi quem deu a primeira roupa do João...
Chegou em casa vibrando e me dando o que eu mais precisava dela: seu apoio!
Agora ela vai se casar
Linda!
E torço para que ela seja imensamente feliz
E que seja sempre ela
A Lú Boquinha!
Amada de todos...
Deprimente
15:12 | Posted by Branquinha
A saúde pública nesse país é deprimente!
Rendo-me aos profissionais de saúde da rede pública que todos os dias prestam assistência no limite de suas possibilidades, improvisando e fazendo o possível para manutenir a vida daqueles que aguardam socorro...
A realidade é dura e deprimente... seres humanos distribuídos em macas pelos corredores aguardando a sua vez
Sei que muita gente (talvez por desilusão com a profissão), deixam a coisa correr ao sabor da sorte, mas sei de muita gente que se dedica verdadeiramente e faz a diferença.
Hoje conheci o Pronto Socorro do Hospital Universitário da UFU...
Tal um hospital de guerra!
Aliás, os hospitais de guerra devem ter mais suporte que esses Prontos Socorros no Brasil...
Até quando?
Rendo-me aos profissionais de saúde da rede pública que todos os dias prestam assistência no limite de suas possibilidades, improvisando e fazendo o possível para manutenir a vida daqueles que aguardam socorro...
A realidade é dura e deprimente... seres humanos distribuídos em macas pelos corredores aguardando a sua vez
Sei que muita gente (talvez por desilusão com a profissão), deixam a coisa correr ao sabor da sorte, mas sei de muita gente que se dedica verdadeiramente e faz a diferença.
Hoje conheci o Pronto Socorro do Hospital Universitário da UFU...
Tal um hospital de guerra!
Aliás, os hospitais de guerra devem ter mais suporte que esses Prontos Socorros no Brasil...
Até quando?
Alegoria da Caverna
14:57 | Posted by Branquinha
Sócrates - Agora imagina a maneira como segue o estado da nossa natureza relativamente à instrução e à ignorância. Imagina homens numa morada subterrânea, em forma de caverna, com uma entrada aberta à luz; esses homens estão aí desde a infância, de pernas e pescoço acorrentados, de modo que não podem mexer-se nem ver senão o que está diante deles, pois as correntes os impedem de voltar a cabeça; a luz chega-lhes de uma fogueira acesa numa colina que se ergue por detrás deles; entre o fogo e os prisioneiros passa uma estrada ascendente. Imagina que ao longo dessa estrada está construído um pequeno muro, semelhante às divisórias que os apresentadores de títeres armam diante de si e por cima das quais exibem as suas maravilhas.
Glauco - Estou vendo.
Sócrates - Imagina agora, ao longo desse pequeno muro, homens que transportam objetos de toda espécie, que o transpõem: estatuetas de homens e animais, de pedra, madeira e toda espécie de matéria; naturalmente, entre esses transportadores, uns falam e outros seguem em silêncio.
Glauco - Um quadro estranho e estranhos prisioneiros.
Sócrates - Assemelham-se a nós. E, para começar, achas que, numa tal condição, eles tenham alguma vez visto, de si mesmos e dos seus companheiros, mais do que as sombras projetadas pelo fogo na parede da caverna que lhes fica de fronte?
Glauco - Como, se são obrigados a ficar de cabeça imóvel durante toda a vida?
Sócrates - E com as coisas que desfilam? Não se passa o mesmo?
Glauco - Sem dúvida.
Sócrates - Portanto, se pudessem se comunicar uns com os outros, não achas que tomariam por objetos reais as sombras que veriam?
Glauco - É bem possível.
Sócrates - E se a parede do fundo da prisão provocasse eco, sempre que um dos transportadores falasse, não julgariam ouvir a sombra que passasse diante deles?
Glauco - Sim, por Zeus!
Sócrates - Dessa forma, tais homens não atribuirão realidade senão às sombras dos objetos fabricados.
Glauco - Assim terá de ser.
Sócrates - Considera agora o que lhes acontecerá, naturalmente, se forem libertados das suas cadeias e curados da sua ignorância. Que se liberte um desses prisioneiros, que seja ele obrigado a endireitar-se imediatamente, a voltar o pescoço, a caminhar, a erguer os olhos para a luz: ao fazer todos estes movimentos sofrerá, e o deslumbramento impedi-lo-á de distinguir os objetos de que antes via as sombras. Que achas que responderá se alguém lhe vier dizer que não viu até então senão fantasmas, mas que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, vê com mais justeza? Se, enfim, mostrando-lhe cada uma das coisas que passam, o obrigar, à força de perguntas, a dizer o que é? Não achas que ficará embaraçado e que as sombras que via outrora lhe parecerão mais verdadeiras do que os objetos que lhe mostram agora?
Glauco - Muito mais verdadeiras.
Sócrates - E se o forçarem a fixar a luz, os seus olhos não ficarão magoados? Não desviará ele a vista para voltar às coisas que pode fitar e não acreditará que estas são realmente mais distintas do que as que se lhe mostram?
Glauco - Com toda a certeza.
Sócrates - E se o arrancarem à força da sua caverna, o obrigarem a subir a encosta rude e escarpada e não o largarem antes de o terem arrastado até a luz do Sol, não sofrerá vivamente e não se queixará de tais violências? E, quando tiver chegado à luz, poderá, com os olhos ofuscados pelo seu brilho, distinguir uma só das coisas que ora denominamos verdadeiras?
Glauco - Não o conseguirá, pelo menos de início.
Sócrates - Terá, creio eu, necessidade de se habituar a ver os objetos da região superior. Começará por distinguir mais facilmente as sombras; em seguida, as imagens dos homens e dos outros objetos que se refletem nas águas; por último, os próprios objetos. Depois disso, poderá, enfrentando a claridade dos astros e da Lua, contemplar mais facilmente, durante a noite, os corpos celestes e o próprio céu do que, durante o dia, o Sol e a sua luz.
Glauco - Sem dúvida.
Sócrates - Por fim, suponho eu, será o Sol, e não as suas imagens refletidas nas águas ou em qualquer outra coisa, mas o próprio Sol, no seu verdadeiro lugar, que poderá ver e contemplar tal como é.
Glauco - Necessariamente.
Sócrates - Depois disso, poderá concluir, a respeito do Sol, que é ele que faz as estações e os anos, que governa tudo no mundo visível e que, de certa maneira, é a causa de tudo o que ele via com os seus companheiros, na caverna.
Glauco - É evidente que chegará a essa conclusão.
Sócrates - Ora, lembrando-se da sua primeira morada, da sabedoria que aí se professa e daqueles que aí foram seus companheiros de cativeiro, não achas que se alegrará com a mudança e lamentará os que lá ficaram?
Glauco - Sim, com certeza, Sócrates.
Sócrates - E se então distribuíssem honras e louvores, se tivessem recompensas para aquele que se apercebesse, com o olhar mais vivo, da passagem das sombras, que melhor se recordasse das que costumavam chegar em primeiro ou em último lugar, ou virem juntas, e que por isso era o mais hábil em adivinhar a sua aparição, e que provocasse a inveja daqueles que, entre os prisioneiros, são venerados e poderosos? Ou então, como o herói de Homero, não preferirá mil vezes ser um simples criado de charrua, a serviço de um pobre lavrador, e sofrer tudo no mundo, a voltar às antigas ilusões e viver como vivia?
Glauco - Sou da tua opinião. Preferirá sofrer tudo a ter de viver dessa maneira.
Sócrates - Imagina ainda que esse homem volta à caverna e vai sentar-se no seu antigo lugar: não ficará com os olhos cegos pelas trevas ao se afastar bruscamente da luz do Sol?
Glauco - Por certo que sim.
Sócrates - E se tiver de entrar de novo em competição com os prisioneiros que não se libertaram de suas correntes, para julgar essas sombras, estando ainda sua vista confusa e antes que os seus olhos se tenham recomposto, pois habituar-se à escuridão exigirá um tempo bastante longo, não fará que os outros se riam à sua custa e digam que, tendo ido lá acima, voltou com a vista estragada, pelo que não vale a pena tentar subir até lá? E se a alguém tentar libertar e conduzir para o alto, esse alguém não o mataria, se pudesse fazê-lo?
Glauco - Sem nenhuma dúvida.
Glauco - Estou vendo.
Sócrates - Imagina agora, ao longo desse pequeno muro, homens que transportam objetos de toda espécie, que o transpõem: estatuetas de homens e animais, de pedra, madeira e toda espécie de matéria; naturalmente, entre esses transportadores, uns falam e outros seguem em silêncio.
Glauco - Um quadro estranho e estranhos prisioneiros.
Sócrates - Assemelham-se a nós. E, para começar, achas que, numa tal condição, eles tenham alguma vez visto, de si mesmos e dos seus companheiros, mais do que as sombras projetadas pelo fogo na parede da caverna que lhes fica de fronte?
Glauco - Como, se são obrigados a ficar de cabeça imóvel durante toda a vida?
Sócrates - E com as coisas que desfilam? Não se passa o mesmo?
Glauco - Sem dúvida.
Sócrates - Portanto, se pudessem se comunicar uns com os outros, não achas que tomariam por objetos reais as sombras que veriam?
Glauco - É bem possível.
Sócrates - E se a parede do fundo da prisão provocasse eco, sempre que um dos transportadores falasse, não julgariam ouvir a sombra que passasse diante deles?
Glauco - Sim, por Zeus!
Sócrates - Dessa forma, tais homens não atribuirão realidade senão às sombras dos objetos fabricados.
Glauco - Assim terá de ser.
Sócrates - Considera agora o que lhes acontecerá, naturalmente, se forem libertados das suas cadeias e curados da sua ignorância. Que se liberte um desses prisioneiros, que seja ele obrigado a endireitar-se imediatamente, a voltar o pescoço, a caminhar, a erguer os olhos para a luz: ao fazer todos estes movimentos sofrerá, e o deslumbramento impedi-lo-á de distinguir os objetos de que antes via as sombras. Que achas que responderá se alguém lhe vier dizer que não viu até então senão fantasmas, mas que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, vê com mais justeza? Se, enfim, mostrando-lhe cada uma das coisas que passam, o obrigar, à força de perguntas, a dizer o que é? Não achas que ficará embaraçado e que as sombras que via outrora lhe parecerão mais verdadeiras do que os objetos que lhe mostram agora?
Glauco - Muito mais verdadeiras.
Sócrates - E se o forçarem a fixar a luz, os seus olhos não ficarão magoados? Não desviará ele a vista para voltar às coisas que pode fitar e não acreditará que estas são realmente mais distintas do que as que se lhe mostram?
Glauco - Com toda a certeza.
Sócrates - E se o arrancarem à força da sua caverna, o obrigarem a subir a encosta rude e escarpada e não o largarem antes de o terem arrastado até a luz do Sol, não sofrerá vivamente e não se queixará de tais violências? E, quando tiver chegado à luz, poderá, com os olhos ofuscados pelo seu brilho, distinguir uma só das coisas que ora denominamos verdadeiras?
Glauco - Não o conseguirá, pelo menos de início.
Sócrates - Terá, creio eu, necessidade de se habituar a ver os objetos da região superior. Começará por distinguir mais facilmente as sombras; em seguida, as imagens dos homens e dos outros objetos que se refletem nas águas; por último, os próprios objetos. Depois disso, poderá, enfrentando a claridade dos astros e da Lua, contemplar mais facilmente, durante a noite, os corpos celestes e o próprio céu do que, durante o dia, o Sol e a sua luz.
Glauco - Sem dúvida.
Sócrates - Por fim, suponho eu, será o Sol, e não as suas imagens refletidas nas águas ou em qualquer outra coisa, mas o próprio Sol, no seu verdadeiro lugar, que poderá ver e contemplar tal como é.
Glauco - Necessariamente.
Sócrates - Depois disso, poderá concluir, a respeito do Sol, que é ele que faz as estações e os anos, que governa tudo no mundo visível e que, de certa maneira, é a causa de tudo o que ele via com os seus companheiros, na caverna.
Glauco - É evidente que chegará a essa conclusão.
Sócrates - Ora, lembrando-se da sua primeira morada, da sabedoria que aí se professa e daqueles que aí foram seus companheiros de cativeiro, não achas que se alegrará com a mudança e lamentará os que lá ficaram?
Glauco - Sim, com certeza, Sócrates.
Sócrates - E se então distribuíssem honras e louvores, se tivessem recompensas para aquele que se apercebesse, com o olhar mais vivo, da passagem das sombras, que melhor se recordasse das que costumavam chegar em primeiro ou em último lugar, ou virem juntas, e que por isso era o mais hábil em adivinhar a sua aparição, e que provocasse a inveja daqueles que, entre os prisioneiros, são venerados e poderosos? Ou então, como o herói de Homero, não preferirá mil vezes ser um simples criado de charrua, a serviço de um pobre lavrador, e sofrer tudo no mundo, a voltar às antigas ilusões e viver como vivia?
Glauco - Sou da tua opinião. Preferirá sofrer tudo a ter de viver dessa maneira.
Sócrates - Imagina ainda que esse homem volta à caverna e vai sentar-se no seu antigo lugar: não ficará com os olhos cegos pelas trevas ao se afastar bruscamente da luz do Sol?
Glauco - Por certo que sim.
Sócrates - E se tiver de entrar de novo em competição com os prisioneiros que não se libertaram de suas correntes, para julgar essas sombras, estando ainda sua vista confusa e antes que os seus olhos se tenham recomposto, pois habituar-se à escuridão exigirá um tempo bastante longo, não fará que os outros se riam à sua custa e digam que, tendo ido lá acima, voltou com a vista estragada, pelo que não vale a pena tentar subir até lá? E se a alguém tentar libertar e conduzir para o alto, esse alguém não o mataria, se pudesse fazê-lo?
Glauco - Sem nenhuma dúvida.
(Platão - A República, Livro VII)
Sílvio Santos
09:33 | Posted by Branquinha
O "Seu" Sílvio é uma figura que me intriga
Ele tem uma personalidade e um carisma tão controversos que eu me pergunto como podem coexistir
Essa é a minha análise do patrão
Ele se diverte com as pessoas (e não as pessoas - assim ele não é um animador de auditório, é o auditório que o anima!)
Ele adora pegar os artistas decadentes e colocá-los em situações constrangedoras ao extremo... às vezes até brota em mim um sentimento de compaixão com aquelas figuras antigas que vão lá ouvir o "seu Sílvio" dizer:
_ Então vc fez muito sucesso?
_É Sílvio, eu até me apresentei no seu programa! (cheio de esperança de ser lembrado!)
_ No duro? Mas vc era bem mais jovem, hoje vc tem pouco mais de 30...
(o cara já se apóia numa bengala de tão velho!)
_ Vai pra lá, vai pra lá...
E joga (como esse homem gosta de jogo!) com a vida e as necessidades das pessoas
Todos os seus programas envolvem a sorte
Sempre no jogo
E pega as pessoas naquilo que são fracas...
No jogo!
Jogo vicia porque a pessoa sempre acredita que poderá ter mais e no fim das contas sempre sai com menos
De vez em quando uma pessoa menos sugstionável se dá bem
Mas na maioria das vezes todas se perdem ante o carisma do "seu Sílvio"
E aí mora a contradição:
Como uma pessoa que manipula os sentimentos, que se diverte com as misérias e necessidades das pessoas consegue manter um número tão grande de fãs (ou colegas d etrabalho)?
Era pra ele ser odiado...
Mas não
É AMADO!
Sílvio é um ótimo jogador!
Ele não quer se passar por inteligente (o que ele inegavelmente é!)
Não fica como o Faustão especulando das qualidades morais e étocas dos convidados (?), não palpita em assunto polêmico, não dá conselhos políticos
Ele simplesmente se diverte
E as pessoas se entregam á diversão dele
O Sílvio é a maior prova de que vivemos num país de alienados
Ninguém se dá conta do que acontece ali
Estão todos entregues e cegos àquela figura carismática
Um líder!
Negativo, por incrível que pareça...
Porque ele perpetua algo ruim, precário e limitado
Ele leva aquelas pessoas no ritmo que ele dita (que é sempre o ritmo de festa!)
E aliena!
Ninguém pensa no lado B (desculpa Iris...) da história
O Sílvio age na defesa de seus interesses como os líderes autoritários carismáticos fizeram
Ilude e engana
Mas seduz e cativa
Viva o Sílvio!
Ele tem uma personalidade e um carisma tão controversos que eu me pergunto como podem coexistir
Essa é a minha análise do patrão
Ele se diverte com as pessoas (e não as pessoas - assim ele não é um animador de auditório, é o auditório que o anima!)
Ele adora pegar os artistas decadentes e colocá-los em situações constrangedoras ao extremo... às vezes até brota em mim um sentimento de compaixão com aquelas figuras antigas que vão lá ouvir o "seu Sílvio" dizer:
_ Então vc fez muito sucesso?
_É Sílvio, eu até me apresentei no seu programa! (cheio de esperança de ser lembrado!)
_ No duro? Mas vc era bem mais jovem, hoje vc tem pouco mais de 30...
(o cara já se apóia numa bengala de tão velho!)
_ Vai pra lá, vai pra lá...
E joga (como esse homem gosta de jogo!) com a vida e as necessidades das pessoas
Todos os seus programas envolvem a sorte
Sempre no jogo
E pega as pessoas naquilo que são fracas...
No jogo!
Jogo vicia porque a pessoa sempre acredita que poderá ter mais e no fim das contas sempre sai com menos
De vez em quando uma pessoa menos sugstionável se dá bem
Mas na maioria das vezes todas se perdem ante o carisma do "seu Sílvio"
E aí mora a contradição:
Como uma pessoa que manipula os sentimentos, que se diverte com as misérias e necessidades das pessoas consegue manter um número tão grande de fãs (ou colegas d etrabalho)?
Era pra ele ser odiado...
Mas não
É AMADO!
Sílvio é um ótimo jogador!
Ele não quer se passar por inteligente (o que ele inegavelmente é!)
Não fica como o Faustão especulando das qualidades morais e étocas dos convidados (?), não palpita em assunto polêmico, não dá conselhos políticos
Ele simplesmente se diverte
E as pessoas se entregam á diversão dele
O Sílvio é a maior prova de que vivemos num país de alienados
Ninguém se dá conta do que acontece ali
Estão todos entregues e cegos àquela figura carismática
Um líder!
Negativo, por incrível que pareça...
Porque ele perpetua algo ruim, precário e limitado
Ele leva aquelas pessoas no ritmo que ele dita (que é sempre o ritmo de festa!)
E aliena!
Ninguém pensa no lado B (desculpa Iris...) da história
O Sílvio age na defesa de seus interesses como os líderes autoritários carismáticos fizeram
Ilude e engana
Mas seduz e cativa
Viva o Sílvio!
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